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Granola Crocante de Coco e Pecãs

Adoro começar os dias assim. Manhãs com granola e fruta da época. Nada melhor que fazermos uma fornada de granola em casa, é tão fácil e prático. E assim temos um pequeno-almoço simples e tão nutritivo pronto em menos de nada. Esta tem sido a minha granola preferida dos últimos tempos, de coco e com nozes pecãs, com um toque de canela e a doçura do mel. Fica tão crocante e deliciosa. Adoro começar assim as minhas manhãs, servir a granola na minha chávena almoçadeira preferida da Wanapix, com fruta fresca da época, iogurte natural ou bebida vegetal, um toque de mel e está feito um belo início do dia.



Recentemente recebi alguns produtos do site da Wanapix, personalizados e mesmo muito bonitos. Para além desta almoçadeira linda que já faz parte das minhas manhãs, adoro a minha garrafa de água térmica que levo comigo para todo o lado, e assim tenho a certeza que me hidrato (escolhi personalizar com desenho de ananás e o meu nome) e para refeições fora de casa sempre frescas e impecáveis, uso esta marmita de vidro que é a minha cara e dá imenso jeito. Todos os produtos têm design lindo, e são possíveis de personalizar, ao gosto pessoal. 

Sem mais demoras, partilho convosco a receita da minha granola de coco e pecãs, super crocante, viciante e deliciosa. De forma a ficar mais crocante e a formar "clusters" sugiro que não mexam muito durante o forno, e no fim a deixem arrefecer sem tocar. Vão ver que forma aglomerados crocantes, e perfeitos para comer à mão a qualquer altura do dia. É um óptimo snack para manhãs e tardes de trabalho, que já não dispenso ter em casa. Nunca compro, prefiro sempre fazer caseirinha e boa. Espero que gostem.






 

GRANOLA CROCANTE DE COCO E PECÃS

2,5 chávenas de aveia em flocos

3/4 chávena de coco em flocos

2/3 chávena de nozes pecãs

1/2 chávena de amêndoas e avelãs picadas

2 colheres (chá) de canela

2 colheres (sopa) de açúcar de coco

1/2 chávena de mel

3 colheres (sopa) de óleo de coco

1 colher (chá) de pasta de baunilha

pitada de sal

 

Preparação

Numa taça misturar a aveia com as pecãs, amêndoas e avelãs, flocos de coco, sal e canela. Numa panela aquecer o mel com a baunilha, o açúcar de coco e o óleo de coco. Colocar esta mistura líquida sobre os sólidos e envolver bem. Espalhar a mistura num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC por cerca de meia hora ou até ficar bem douradinha. A meio do processo convém ir virando o tabuleiro e delicadamente mexer a granola de forma a não queimar. Deixar arrefecer sem mexer para formar aglomerados e ficar crocante, e guardar num frasco hermético. Servir com iogurte natural ou bebida vegetal, fruta fresca, mel e compota a gosto.

Bom Apetite!




Tábua de Queijos Natalícia e um Bom Ano

 

 

Gostava de ter vindo mais cedo, antes do Natal, para vos desejar Boas Festas e um doce e santo Natal. Mas o trabalho acumulou-se até hoje, foi quase impossível parar e respirar com a calma necessária a beleza destes dias. Consegui parar no 24 e 25 e estar com os meus mais queridos, consegui ver o sorriso da minha avó ao ver-me passados mais de seis meses, e esse foi o melhor natal que poderia ter. Muitas emoções este ano, um ano tão atípico. Foram duas as vezes que mudei a minha vida, e tive de me reinventar, de lutar, de criar, de tentar seguir o melhor caminho no meio de uma pandemia. 

Não posso dizer que foi um ano mau para mim, cresci enquanto pessoa e enquanto profissional. Cada vez faço mais o que gosto, e fui desafiada a fazê-lo. Passei por momentos muito felizes, de coração cheio, conheci pessoas maravilhosas e aprendi tantas coisas novas. Pelo meio houve momentos menos bons, perdemos uma amiga querida que lutou contra o vírus mas não resistiu, perdemos abraços e presenças, perdemos momentos. Mas ganhámos outros tantos, tenho em mim a esperança de dias melhores, onde vamos poder voltar a sentir esses abraços, esses momentos de presença de quem está longe e temos saudades. 

Não sou de fazer resoluções de ano novo, nunca o fiz, e muito menos agora com tantas incertezas o vou fazer. Aprendi a viver um dia de cada vez, a encontrar o melhor de tudo em cada situação. Não é fácil não, nem nunca vai ser. Mas se tiverem de fazer uma lista de resoluções, não se esqueçam de colocar uma dose extra de empatia, amor e bondade nela. Não se esqueçam nunca de dizer aos vossos o quanto gostam deles. Sempre. Sejam gratos pelo que têm, e tentem ver o lado bom das coisas. Apreciem os pequenos momentos, e lutem pelos vossos sonhos. Sempre. Muito grata por vos ter desse lado, por ter seguido este caminho e ainda aqui estar hoje, no último dia do ano a desejar-vos o melhor para o novo ano. Que seja um ano de esperança e gratidão, de luta e de resiliência. Um Feliz Ano Novo a todos.

 


 


 

Tábua de Queijos Natalícia

(não é uma receita, apenas uma sugestão de apresentação)

queijos variados:

- queijo da ilha, queijo azul, brie, chévre

- camembert com mel, nozes e alecrim no forno

- queijo fresco e requeijão 

- queijo da serra

enchidos e charcutaria:

- presunto

- salpicão

- chouriço

- salame

frutas da época:

- diospiros e romãs

- arandos frescos

- citrinos

doces e conservas:

- mel

- compotas caseiras

- chutneys 

frutos secos:

- nozes e avelãs

- pistácios

- passas de figo

para servir:

- crackers e tostas

- pão torrado

- grissinis


Preparação

Fatiar os queijos mais duros, e os enchidos. Colocar um camembert num tabuleiro com papel vegetal, fazendo uns golpes na superfície e colocar uma dose de mel, nozes picadas e alecrim picado no topo e levar ao forno até ficar mole. Fatiar a fruta e usar cortadores natalícios para fazer estrelas ou outros moldes. Abrir as romãs e o queijo da serra. Colocar o mel numa tacinha, bem como as compotas e os chutneys. Dispor tudo de uma forma agradável numa tábua de servir. Se possível ao som da vossa música preferida ou natalícia, com velas acesas na mesa, uns arranjos com ramos de pinheiro ou eucalipto e laranjas fatiadas desidratadas e paus de canela, e usar a própria fruta (romãs, citrinos, frutos secos) para enfeitar o ambiente e a mesa.

Bom Apetite e Bom Ano!



Galette de Mirtilos // Blueberry Galette



Continuamos lá fora, enquanto for verão. Nos pedaços de jardim vou pintando os dias com os mirtilos da estação. Pinto a relva e a terra, e preparo um piquenique simples com uma galette de mirtilos, só para nós que ali nos sentamos à sombra. A contemplar os dias que passam, e a brisa amena que faz mexer as folhas verdes. Debaixo da glicínia naquela casa, onde o verão se instalou.

O verão podia ser assim, tão simples como esta galette. Tão quente como os mirtilos que borbulham na massa ao sair do forno. Tão feliz como o dia em que fomos apanhar mirtilos na quinta da Ana. Tão fácil de respirar como quando estou ali fora, no campo. É aquela paz, nos fins de tarde que se prolongam nestes meses mais quentes, quase como se fosse um retrato de um filme antigo. Que se sente cá dentro e aviva memórias. De um verão que já passou, mas que vai ser para sempre o nosso refúgio.













(scroll down for english version)

GALETTE DE MIRTILOS

Massa:
220 gr de farinha de espelta
1 colher (chá) de fermento
pitada de sal
140 gr de manteiga sem sal fria e em cubos
1 colher (sopa) de açúcar amarelo
4 colheres (sopa) de água fria

Recheio:
3 chávenas de mirtilos
1 colher (sopa) de maisena
sumo e raspa de 1/2 limão
1/4 chávena de açúcar amarelo

1 ovo batido, para pincelar
2 colheres (sopa) de açúcar demerara para salpicar


Preparação

Para preparar a massa da galette colocar a farinha, fermento, açúcar e sal num processador de alimentos e pulsar até misturar. Juntar os cubos de manteiga e pulsar até a manteiga estar incorporada na farinha. Fica com uma mistura que se assemelha a areia molhada ou migalhas.
Adicionar um pouco da água gelada e pulsar, mais um pouco e pulsar até toda ser adicionada. Juntar mais um pouco de água se achar necessário. Colocar a massa numa superfície enfarinhada e amassar ligeiramente até ligar. Formar uma bola com a massa, embrulhar em película aderente e colocar no frio por meia hora ou toda a noite.
Para preparar a galette, pré-aquecer o forno a 200ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal.
Misturar o açúcar, maisena e a raspa e sumo de limão numa taça. Juntar os mirtilos e envolver bem. Deixar repousar por 5 a 10 minutos, mexendo ocasionalmente, para o açúcar se dissolver e ficar um xarope na taça.
Retirar a massa do frio. Se estiver muito firme, deixar repousar à temperatura ambiente por 10 a 15 minutos. Numa superfície enfarinhada, esticar a massa com o rolo de forma circular, com mais ou menos 30 cm de diâmetro. Não precisa de ficar perfeita, porque uma galette tem sempre um ar rústico. Transferir a massa para o tabuleiro, com a ajuda do rolo.
Colocar a mistura dos mirtilos no centro da massa e dobrar as bordas para dentro e para cima do recheio. Pincelar a massa com o ovo batido e salpicar com açúcar demerara.
Levar ao forno por 35 a 45 minutos, até a massa ficar dourada e os mirtilos estiverem tenros, com os seus sucos a borbulhar.
Servir morna ou fria. E fica perfeita servida com uma bola de gelado ou uma colherada de chantilly.

Bom Apetite!

//

(english version)

BLUEBERRY GALETTE

Pastry:
220 g white spelt flour
1 tsp baking powder
pinch of salt
140 g unsalted butter, cold and cut into cubes
1 tbsp brown sugar
4 tbsp cold water


Filling:
3 cups of blueberries
1 tbsp cornstarch
juice and zest of 1/2 lemon
1/4 cup of brown sugar

1 egg, for egg wash
2 tbsp demerara sugar to sprinkle



Method

To make the pie crust, put the flour, baking powder, sugar and salt in a food processor and pulse a couple of times to blend. Scatter the pieces of butter over the dry ingredients and pulse until the butter is cut into the flour. You’ll have a mixture that looks like coarse meal.
Add a little of the ice water and pulse, add some more, pulse and continue until all of the water is in. Add more water a tablespoon at a time, if necessary. Turn the dough out onto a work surface and knead a bit to blend. Gather the dough into a ball and wrap in plastic wrap and chill in the fridge for half an hour or overnight.
To make the galette, preheat oven to 200ºC and line a baking sheet with parchment paper.
Combine the sugar, cornstarch, and lemon juice and zest in a bowl. Add the blueberries and toss to coat. Set aside for 5 to 10 minutes, stirring occasionally, so that the sugar dissolves and you have syrup in the bowl.
Remove the dough from the refrigerator. If the dough is very firm, let it sit at room temperature until it’s pliable enough to roll, 10 to 15 minutes. On a floured surface, roll the dough into a round that’s about 30 cm in diameter. Doesn´t need to be perfect or even, a galette looks prettier with a rustic look. Transfer the dough to the baking sheet (you can use the rolling pin to help).
Spoon the blueberry mixture into the center of the dough and fold the dough up and over the filling.
Brush the dough with the egg wash and sprinkle with the demerara sugar.
Bake the galette for 35 to 45 minutes, until the crust is golden brown and the juices are bubbling.
Serve warm or at room temperature. It´s great served with icecream or whipped cream.

Enjoy!







Rolinhos de Morango com Cobertura de Chocolate Branco // Strawberry Rolls with White Chocolate Glaze




Quando o Nate do TermiNatetor Kitchen me convidou para a sua festa, a Virtual Coffee Party que se celebra hoje dia 20 de Abril, fui levada em pensamentos até ao meu avô. Até às manhãs com o meu avô. Ele era madrugador, reformado e agricultor. As mãos escuras de quem semeia e cultiva a terra. De quem seguia as indicações do almanaque Borda d'Água. De quem calçava os botins e ia regar a horta pela fresca, e depois vinha então até à cozinha onde a minha avó lhe preparava o pão torrado e o nosso "café" de cevada. O cheiro da cevada quente era e será sempre inconfundível, e para mim é dos cheiros que mais me lembra o meu avô Zé.

Eu era inseparável do meu avô. As minhas férias grandes eram sempre passadas com os meus avós e eu adorava cada momento. Ia regar a horta com eles, e adorava meter as mãos na terra molhada, construir bolinhos de areia e andar de pés descalços. Bebíamos juntos a cevada quente e dormíamos a sesta depois de almoço. Havia dias inteiros passados na praia, e levávamos pipocas dentro de um saco para a merenda. E outros em que íamos explorar as redondezas de bicicleta, só nós os dois, a ver quem corria mais depressa. Sinto tantas saudades destes tempos, dos nossos momentos. E da alegria de chegar a casa e a minha avó ter feito uma broa ou pão caseiro. Lá se preparava mais uma cevada e era uma festa à mesa.

Ainda hoje quando penso nele, fico com o coração apertado. Por não me ter despedido dele. Por não lhe ter dito o quanto o amava. O quanto ele foi importante para mim, no meu crescimento, na minha infância feliz e na pessoa que sou hoje. Ficam as memórias, essas por enquanto ninguém mas rouba. Estão aqui guardadas no meu coração. Ao pensar nas nossas manhãs com cheirinho a cevada quente no ar, pensava também em como ele era guloso e adorava provar os bolos antes de os sequer abrirmos. Lembrei-me então de preparar estes rolinhos com compota de morango e calda de chocolate branco. Tenho a certeza que ela ia adorar comer um com uma caneca de cevada quentinha pela manhã. E enquanto não estivéssemos a olhar, ia colocar o dedo na cobertura de chocolate só para provar e ver se estava bem doce! O que eu não dava por uma manhã assim.






(scroll down for english version)

ROLINHOS DE MORANGO COM COBERTURA DE CHOCOLATE BRANCO

Massa:
3 e 1/2 cháv de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
2 colheres (chá) de fermento de padeiro seco
1/3 cháv de açúcar
raspa de 1 limão
1/3 cháv de manteiga derretida
2 ovos
3/4 cháv de leite morno

Recheio:
1 cháv de compota de morango
1 cháv de morangos em pedacinhos

Cobertura:
100 gr de chocolate branco
30 ml de leite


Preparação

Numa taça duma batedeira eléctrica, colocar a farinha, fermento e açúcar e colocar o sal no lado oposto. Juntar os ovos, a manteiga, o leite e a raspa de limão.
Com o gancho de amassar, misturar tudo e se necessário juntar mais um pouco de leite, até obter uma massa homogénea e coesa, e deixar amassar por 5 minutos. Untar uma taça com óleo ou azeite e colocar a massa, deixando levedar por uma hora ou até dobrar o tamanho.
Depois de levedada, colocar numa superfície enfarinhada e amassar para retirar o ar, e estender a massa com um rolo num rectângulo largo e comprido.
Espalhar a compota pela superfície do rectângulo e colocar os pedacinhos de morango por cima.
Enrolar o rectângulo no sentido do comprimento para formar um rolo, e em seguida cortar os rolinhos em rodelas com cerca de 2-3cm. Colocar os rolinhos com a superfície de corte virada para cima num tabuleiro bem grande com papel vegetal antiaderente ou numa frigideira untada com manteiga (eu usei a skillet Staub e os restantes rolinhos coloquei num tabuleiro mais pequenino).
Deixar levedar por mais uma hora.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Levar ao forno a cozer por 30-40 minutos ou até dourar e bem cozido.
Quando sair do forno, preparar a cobertura, derretendo o chocolate branco com o leite até ficar homogéneo e salpicar por cima dos rolinhos ainda mornos.

Bom Apetite!


//

(english version)

STRAWBERRY ROLLS WITH WHITE CHOCOLATE GLAZE

Dough:
3 and 1/2 cup strong white flour
1 tsp salt
2 tsps fast action yeast
1/3 cup caster sugar
zest of 1 lemon
1/3 cup melted unsalted butter
2 eggs
3/4 cup lukewarm milk

Filling:
1 cup strawberry jam
1 cup strawberries chopped in small pieces

Glaze:
100 g white chocolate
30 ml milk


Method

In a bowl of a stand mixer add the flour, sugar and yeast and put the salt on the opposite side of the bowl. Add the eggs, butter, milk and lemon zest.
Mix at high speed, adding a bit more milk if you need, until you have a manageable dough, and knead for 5 minutes. Oil a bowl and place the dough in it, cover and leave to rise for an hour or until it has doubled in size.
Once risen tip it out to a floured surface, knock the air out of the dough and roll out into one long shaped rectangle.
Spread the jam onto the dough, and place the chopped strawberries all over the jam. 
Roll it lenghtways into one big log, then slice the log in 2-3cm pieces. Place each roll in a big baking tray lined with parchment paper, laying them cut side up (I baked some rolls in my Staub skillet and the rest in a little tray).
Leave to rise for 1 hour.
Preheat the oven to 180ºC.
Bake for 30-40 minutes or until baked through.
When baked, make the glaze by melting the white chocolate with milk until it´s smooth and glossy. Drizzle over the rolls while still warm.
Enjoy!










Festa não é festa se não for em boa companhia certo? Pois então, não deixem de ver as propostas de quem se juntou a esta Virtual Coffee Party (#VirtualCoffeeParty2018), com receitas de babar:

Cloudy Kitchen • Tiramisu Sheet Cake
Flor de Cerejeira • Mocha Orange Entremet
HonestlyYUM • Cafe Con Tres Leches Cake
Stems & Forks • Espresso Cinnamon Buns
TermiNatetor Kitchen • Blueberry Creme Fraiche Coffee Cake
The Almond Eater • Mocha Tahini Fudge
The Korean Vegan • Vegan Tiramisu













Parfaits de Chia com Amoras e Mirtilos



Manhãs de verão que rimam com fruta da boa. Adoro esta altura do ano, com tantas cores e perfumes na mesa. São as meloas, os pêssegos e as nectarinas, as ameixas e os abrunhos, os mirtilos e as amoras, as framboesas e as melancias. E eu adoro começar o dia com fruta! Os pequenos-almoços podem ser mais rápidos ou mais lentos, para saborear devagar e com calma em jeito de brunch nos dias de descanso. E eu gosto deles com muita fruta da época e bem fresquinhos.
Desde os famosos gelados de banana congelada, às 'overnight oats' fresquinhas, ao bircher muesli, aos smoothies, barquinhos de meloa ou papaia com 'toppings nice', pudins de chia, e tacinhas de iogurte, granola e fruta. E claro torres de panquecas ou waffles com fruta, adoro.

A pensar nestes dias de verão e nas manhãs que pedem coisas boas e frescas (quase como se fossem sobremesas), trago a receita de hoje, que tenho feito várias vezes com pequenas variações. Se nunca provaram pudim de chia, provem! Até a minha avó adora e aqui no blog encontram algumas sugestões deliciosas. Eu sei que é uma cena da moda (e eu e as modas nunca nos demos bem), mas eu gosto de provar de tudo, quer seja moda ou não. E se gosto vou fazendo e comendo. Acredito sim que devo comer coisas que me fazem bem e que nutrem o meu corpo. Mas sem exageros, sem rótulos e sem fundamentalismos. Nada disso. Gosto de comer cores e o que me sabe bem. Gosto de pecar algumas vezes, sabe tão bem! E acima de tudo comer com prazer e provar um pouco de tudo. Se for saudável, tanto melhor.




Parfaits de Chia com Amoras e Mirtilos
(serve 2)

Para o pudim de chia:
250 ml de leite de amêndoa ou aveia
3 colheres (sopa) de sementes de chia
1/4 colher (chá) de canela em pó
1 colher (sopa) de maple syrup

Para o iogurte lilás:
100 ml iogurte vegetal
1 mão cheia de amoras e mirtilos

Para servir:
granola caseira q.b. (receitas aqui, aqui e aqui)
compota de mirtilos ou amoras caseira q.b.
amoras e mirtilos frescos q.b.


Preparação

Começar por preparar o pudim de chia. Numa taça colocar as sementes de chia, adicionar o leite, a canela e o maple e mexer bem com um fouet. Deixar a descansar no frio, durante umas 2-3 horas para espessar, mexendo a meio do tempo (em alternativa poderá deixar durante a noite no frio e usar na manhã seguinte).
Para o iogurte, colocar as frutas com o iogurte num processador e triturar até ficar homogéneo.
Para servir, colocar em dois copos ou frascos, camadas alternadas de pudim de chia, iogurte lilás, granola e compota, mexendo ligeiramente com uma faca ou colher para criar um efeito swirl.
Servir com amoras e mirtilos frescos.

Bom Apetite!






Quinoa e Kale com Granola Salgada


Este ano provei pela primeira vez a couve kale. A couve da moda que está cheia de benefícios. É raro encontrar legumes biológicos menos comuns à venda, aqui na zona, mas tenho a sorte de receber um cabaz biológico em casa com grande variedade de legumes, e foi nele que veio a kale! No cabaz da Dona Rosa para além da kale veio uma vez cavolo nero, a kale toscana. Ambas deliciosas.
É um prazer comer kale nas sopas, nos estufados ricos de legumes, em chips no forno (é viciante acreditem) e em saladas.

Na hora de escolher refeições para os dias da semana dou preferência a pratos simples, saudáveis, cheios de cor e variedade. Há sempre sopa que comemos todos os dias, saladas, algumas vezes os ovos caseiros fazem milagres, e vamos variando entre pratos de peixe ou carne branca sempre com verdes a acompanhar, e cada vez mais pratos vegetarianos. É um prazer variar e preparar refeições que apesar de simples, nos sabem tão bem. E sem carne.
Como esta salada morna, com quinoa, cogumelos e kale. E com outro grande vício, a granola salgada, que fica tão boa salpicada em saladas e sopas, adoro!

Esta receita vem de um livro que gosto mesmo muito, o Bowls Of Goodness, super inspirador e lindo, com receitas vegetarianas que apetecem mesmo fazer e comer. Está no capítulo das manhãs e pequenos-almoços mas eu prefiro servir como um almoço. Por cá estou rendida à kale e à granola salgada. E é um prazer comer refeições diferentes, mesmo que sejam bem simples. A simplicidade realça os sabores, valoriza cada ingrediente usado. É um prazer de comer.










Salada de Quinoa e Kale com Granola Salgada
(adaptada do livro "Bowls of Goodness" de Nina Olsson) - serve 4

150 gr de quinoa branca
150 gr de couve kale 
azeite q.b.
sal q.b.
250 gr de cogumelos frescos variados
2 dentes de alho picados
3-4 cebolinhas de rama

Granola Salgada:
azeite q.b.
100 gr de flocos de aveia
50 gr de sementes de abóbora
50 gr de sementes de sésamo e girassol
50 gr de amêndoas
50 gr de amendoins
1 colher (sopa) rasa de tomilho e oregãos secos
pitada de piripiri moído
sal q.b.

Para servir:
tomate cherry
requeijão


Preparação

Para preparar a granola salgada, colocar um fio de azeite numa sertã ou frigideira e deixar aquecer. Juntar a aveia, sementes, amêndoa e amendoins e saltear por uns 5 minutos, até fragrante. Adicionar as ervas, o piripiri e sal, envolver e retirar do lume.
Lavar bem a quinoa e cozer. Lavar bem a kale, escolher as folhas e rasgar em pedaços.
Aquecer um fio de azeite numa sertã grande e juntar o alho picado e os cogumelos inteiros ou fatiados (conforme o tamanho). Deixar cozinhar por uns 5 minutos, mexendo com alguma frequência. Em seguida juntar as cebolinhas de rama fatiadas finamente e a couve kale, temperar com sal e deixar cozinhar mais uns minutos até a couve quebrar um pouco. 
Misturar a quinoa cozida com a mistura de kale e cogumelos e servir em taças. Salpicar com a granola salgada e servir com tomate cherry cortado e um pouco de requeijão.

Bom Apetite!




Hot Cross Buns



Este post segue todas as palavras do anterior. Do conforto de ligar o forno e fazer um pão doce. De todas as memórias e afectos que se cruzam na minha cozinha e no que gosto de cozinhar e comer. Do preparar uma receita a pensar na Páscoa, ou somente porque sim, porque é essa a vontade. Porque gostamos tanto de massas lêvedas e doces. Vale a pena repetir tudo o que escrevi e seguir a mesma linha de receitas.

Em casa andam a pedir para cozer um folar simples ou algarvio, em camadas. Confesso que adoro ambos e vou ver se no domingo temos um deles na nossa mesa. Sei que a minha avó vai ficar feliz, e enquanto a posso fazer sorrir com estas pequeninas coisas, acreditem que o faço. Quis no entanto experimentar uma receita nova, os Hot Cross Buns. Andei a ver os livros de culinária nas estantes e acabei por me inspirar na receita da Donna Hay, que gosto tanto. 

Desta vez amassei a massa à mão, não usei a batedeira eléctrica. Quis que fosse toda a magia desde o início ao fim do processo. Escolher a receita, preparar os ingredientes, amassar com as minhas mãos (é mesmo uma terapia), ver crescer a massa levedada, e levar ao forno na minha assadeira preferida da Staub. Desde que a tenho, não há bolo, tarte ou pão que se queime (quem me conhece sabe bem que o meu forno é temperamental, com gás de botija e difícil de regular e por isso ando nas nuvens). 
Gosto do toque da laranja com o chocolate, por isso segui esse caminho para esta receita. Preparem o chá, juntem-se à mesa e vamos provar estes pãezinhos doces. Boa Páscoa!








Hot Cross Buns
(adaptada do livro Modern Classics 2, de Donna Hay)

2 colheres (chá) de fermento de padeiro seco
1/2 chávena de açúcar
1 + 1/2 chávena de leite morno
4 + 1/4 chávena de farinha trigo sem fermento
2 colheres (chá) de canela em pó Margão
raspa de 1 laranja
1/2 colher (chá) de sal
50 gr de manteiga derretida
1 ovo batido
1/2 chávena de arandos secos (ou passas)
1/2 chávena de pepitas de chocolate negro

para os riscos:
1/2 chávena de farinha de trigo sem fermento
1/3 chávena de água

para a cobertura brilhante:
2 colheres (sopa) de geleia
1 colher (sopa) de água 


Preparação

Numa taça pequena colocar o fermento, 2 colheres de sopa do açúcar e o leite todo e deixar por 5 minutos até que comece a fazer espuma.
Noutra taça grande colocar a farinha, canela, raspa de laranja, sal, restante açúcar e misturar com uma colher de pau. Abrir um buraco no centro e colocar o ovo, a manteiga e a mistura do leite, começando a envolver tudo. 
Passar esta mistura para uma mesa enfarinhada e começar a amassar com as mãos (em alternativa poderá usar a batedeira com o gancho da massa) tendo o cuidado de não juntar muito mais farinha, apenas nas mãos para ser mais fácil de trabalhar. Amassar durante uns 8 minutos. Depois abrir a massa e juntar os arandos e as pepitas, fechar e amassar para incorporar.
Deixar a massa levedar num sítio quente, tapada com um pano, por uma hora ou até dobrar o volume. 
Dividir a massa em 12 pedaços e formar bolinhas. Colocar as bolinhas numa assadeira grande ligeiramente untada e com papel vegetal. Deixar levedar por mais 30 minutos.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. 
Preparar a mistura para fazer os riscos, misturando a farinha com a água até ficar uma massa uniforme. Colocar num saco de pasteleiro e desenhar os riscos em forma de cruz no topo das bolinhas. 
Levar ao forno até cozer, por uns 40 minutos. Retirar do forno.
Aquecer a geleia com a água, só para misturar, e pincelar o topo dos buns, ainda quentes.

Bom Apetite!











Brioche Banoffee



A verdade é que eu adoro pão. Todo o tipo de pão me sabe bem aos olhos e ao palato. É dos alimentos que mais me alimenta, pela sensação de conforto como a de uma torrada quente com manteiga, pelas refeições que desenrasca em sanduíches abertas ou tartines quentes, pelos belos dos petiscos que acompanha em forma de ritual, por ser um elemento presente na nossa mesa desde sempre. E pelo acto de o fazer em casa. Não há nada como amassar um pão, ver a massa levedar e sentir o cheiro quente do pão ao sair do forno. Crosta crocante e um miolo irresistível. Ainda quente. Passem a manteiga por favor, que eu sou uma mulher feliz.

Cresci a ver a minha avó a amassar pão e broa. Sem pressas. Pão de verdade. E a cozer no forno a lenha. Adorava as sextas-feiras quando chegava a casa dos avós, para além da sopa à lavrador feita numa fogueira, havia pão acabado de fazer, quentinho e maravilhoso. São memórias que são como um abraço, para o coração e estômago.
E apesar do tempo correr, gosto de ter esse prazer sempre que posso. O de fazer pão. Simples, salgado ou doce. Adoro pão doce, massas lêvedas e brioche amanteigado. Fatias de prazer e sustento, que nascem das nossas mãos. Que alimentam a alma.

Preparei este Brioche Banoffee já a pensar na altura da Páscoa. Época de folares e pães doces. E da partilha dos mesmos. Adoro. Tenho sempre bolo folar em casa, fresco ou congelado, e sempre caseiro (mesmo que não tenha sido feito por mim). Os bolos das Alhadas aqui da zona são deliciosos em fatias torradas. E o bolo de Ançã também. Há pouco tempo tive o prazer de preparar folares tradicionais, doces e bem simples em casa de uma amiga que tem um enorme forno a lenha. Cozemos os folares num dia bem passado e feliz (acho que sou sempre mais feliz quando preparo um bolo, ou acendo o forno). Foi uma fornada enorme, que encheu a casa de sorrisos, perfume a pão doce e um lanche de aconchego.
Este brioche é receita do livro "Aimee's Perfect Bakes" da Aimee Twigger. Basta lembrarem-se dos rolinhos de canela e leite dourado para entenderem que só pode ser receita boa. Das que me faz escrever sobre memórias, afectos e dias felizes.







Brioche Banoffee

para a massa:
500 gr de farinha de trigo
60 gr de açúcar mascavado claro
1 e 1/2 colher (chá) de sal
2 e 1/2 colher (chá) de fermento de padeiro seco
3 ovos
100 ml de leite
3 colheres (sopa) de doce de leite
110 gr de manteiga amolecida
50-100 ml de água

para o recheio:
60 gr de manteiga derretida
60 gr de açúcar mascavado claro
2 bananas descascadas e em rodelas
4 colheres (sopa) de doce de leite


Preparação

Numa taça colocar a farinha, açúcar, sal e fermento, tendo o cuidado de colocar o fermento do lado oposto ao do sal. Juntar os ovos, leite e doce de leite e começar a bater a massa na batedeira eléctrica, com o gancho da massa colocado. Adicionar 50 ml de água e deixar bater durante 2 minutos.
Em seguida juntar a manteiga, uma colherada de cada vez, enquanto continua a bater a massa. Se achar a massa demasiado pesada junte mais água aos poucos. 
Deixar amassar bem a massa durante uns 5 minutos.
Depois de amassada, deixar levedar por 1-2 horas, num local quente. 
Depois de levedada, colocar a massa numa superfície enfarinhada. Amassar com as mãos e depois com a ajuda de um rolo esticar a massa num rectângulo longo e fino.
Com um pincel, espalhar a manteiga derretida pela superfície da massa. Salpicar o açúcar por cima, e colocar as rodelas de banana, de forma a ocupar toda a superfície. Em seguida colocar o doce de leite por cima com ajuda de uma colher. 
Enrolar a massa a partir do lado mais largo do rectângulo, até formar um rolo. Cortar o rolo ao meio no sentido do comprimento. E enrolar as duas tiras de rolo uma na outra, dando assim forma ao brioche.
Colocar numa forma untada e forrada com papel vegetal e deixar levedar por mais 40 minutos.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Levar o brioche ao forno até cozer, uns 35-45 minutos.
Desenformar e servir morno ou frio.

Bom Apetite!



Tarteletes de Aveia com Chia e Açaí



Tarteletes ao pequeno-almoço? Sim, eu quero! Saudáveis e deliciosas, para começar o dia da melhor forma ou mesmo para um lanche ou sobremesa. Adorei a ideia e foi logo uma das primeiras receitas marcadas para fazer no livro novo da querida Mafalda Rodrigues de Almeida. 
O "Superalimentos - Refeições com Mais Vida" está lindo, e cheio de boas ideias para comermos de forma mais saudável, utilizando superalimentos e receitas cheias de vida. 

Às vezes com horários de trabalho intensos, nem sempre tenho tempo para comer da melhor forma, embora tente sempre. E neste livro encontro óptimas ideias para manhãs, refeições, lanches e sobremesas. Não é mais um livro só de batidos e sumos verdes, ou de trufas saudáveis. O que gosto nele é que tem imensas refeições caseiras. Tenho marcadas receitas como Pão de Pêra com Lucuma e Nozes, Queques de Cacau com Sésamo, Batata-Doce Recheada com Quinoa e Feijão Preto, Pizza de Mozzarella em base de Bróculos, Porco com Molho de Amendoim e Arroz de Matcha e Lima, Salada de Framboesas, Beterraba e Amêndoas Caramelizadas, Noodles de Abóbora com Gambas e Curcuma e Rolo de Ricota com Mirtilos. Convida a ir para a cozinha.

Comecei pelas receitas das manhãs, que gosto sempre tanto. E com aquela vontade de Primavera com gosto a Verão. Não resisti a trazer os primeiros morangos para casa, para matar saudades. E sentir o cheirinho a dias de sol e de manga curta que anseio. 
Preparem as bases na noite anterior, e pela manhã é só colocar o iogurte natural, a fruta fresca (framboesas no original) e os toppings ao vosso gosto. Garanto que vai saber a Verão e a sobremesa, que são duas coisas que me animam sempre!
Entretanto fiquem atentos ao facebook do blog, eu e a Mafalda temos uma surpresa para os leitores do Ananás. 






Tarteletes de Aveia com Chia e Açaí

base:
100gr de flocos de aveia finos
30 gr de nozes
1 colher (chá) de sementes de sésamo
1 colher (chá) de coco ralado
1 colher (chá) de açaí em pó
1 colher (chá) de óleo de coco derretido
1 colher (chá) de mel

topping de iogurte e fruta:
300-350 ml de iogurte natural
morangos e mirtilos q.b.
sementes de chia q.b.
mel q.b.


Preparação

Pré-aquecer o forno a 200ºC. Colocar a aveia, nozes, sementes, coco ralado e açaí num processador de alimentos e triturar até obter uma farinha granulada. Juntar o mel e o óleo de coco derretido e triturar até ligar. 
Dividir a mistura por 3 a 4 formas de tarteletes untadas (dependendo do tamanho delas) e forrar com a mistura de aveia, pressionando bem nos cantos e laterais. Levar ao forno a 180ºC durante uns 8-10 minutos ou até começarem a dourar nas pontas. 
Deixar arrefecer e depois rechear com iogurte natural e servir com fruta a gosto, salpicar com sementes de chia e um fio de mel.

Bom Apetite!






Rolinhos de Canela e Leite Dourado


Os últimos dias têm sido cinzentos. Lá fora e cá dentro. Uma mistura do mau tempo com o deixar entranhar esse cinza por mim adentro. Às vezes sou permeável ao tempo. 
Tudo em mim anseia por uma Primavera, por dias com menos chuva, menos pesados e cansativos. Esperamos que seja o Inverno a despedir-se. Que venham os raios de sol e dias maiores, mais livres. E a cozinha fique mais luminosa. Inundada de cores. 

Num domingo cinzento e escuro, a vontade de ligar o forno é sempre uma constante. Enrolar-me no meu ninho e deixar-me ficar. Enquanto a massa leveda. Sabe bem aproveitar a casa, a cozinha, o tempo livre que escasseia. E preparar uns bolinhos ou algo doce.
Acordar com vontade de comer rolinhos de canela é sempre uma boa ideia para pôr as mãos na massa. Acordar os sentidos com o cheiro a canela que vem do forno, traz sempre conforto agarrado. Faz-se uma cevada quente e servem-se rolinhos dourados durante a tarde escura, enquanto lá fora chove, e cá dentro faz-se o gosto à alma.








Rolinhos de Canela e Leite Dourado
(receita do blog Twiggstudios)

massa:
300 ml leite
1 colher (sopa) rasa de curcuma em pó
3 chávenas de farinha de trigo
1 saqueta de fermento de padeiro seco
1 colher (chá) de sal fino
1/3 chávena de açúcar amarelo

recheio:
2/3 chávena de açúcar amarelo
2 colheres (sopa) rasas de canela em pó
3 colheres (sopa) de manteiga derretida


Preparação

Num tacho pequeno, aquecer o leite com a curcuma só até ficar morno. Misturar bem e colocar num jarro medidor, acrescentando água até fazer 350 ml de volume total.
Numa taça grande colocar a farinha, o sal e açúcar, e o fermento (no lado oposto, para não tocar no sal). Acrescentar metade da mistura do leite e começar a amassar à mão ou com o gancho de amassar na batedeira eléctrica. Ir acrescentando leite até a massa estar maleável e com boa consistência, e depois amassar durante uns 5 minutos (se a massa estiver muito líquida podemos sempre juntar mais farinha, e se estiver muito seca, acrescentar mais leite aos poucos). 
Deixar a massa levedar por 1-2 horas num local quente e com a taça coberta com um pano.
Quando a massa tiver dobrado em tamanho, colocá-la numa superfície enfarinhada e amassar ligeiramente com as mãos para retirar o ar, estendendo-a depois num rectângulo comprido, com a ajuda de um rolo da massa (podem ver o passo a passo no link da receita da Aimee). 
Pincelar com a manteiga e espalhar o açúcar e canela pela superfície toda do rectângulo. Dobrar o rectângulo ao meio e cortar em tiras com 2-3 cm. Agarrar cada tira com ambas as mãos e torcer, enrolando depois num rolinho como o da foto. 
Colocar os rolinhos num tabuleiro com papel vegetal e deixar levedar por mais 1 hora (eu não esperei este tempo todo). Pré-aquecer o forno a 180ºC, pincelar os rolinhos com leite ou ovo batido e salpicar com açúcar demerara (eu pincelei só com leite). Levar ao forno até cozer (uns 20 minutos).

Bom Apetite!




Carpaccio Cítrico com Iogurte e Granola



Continuamos com os citrinos da época. Do pomar as laranjas, e de mãos amigas as toranjas. Um carpaccio de fruta para começar o dia, para um pequeno-almoço cheio de cor. Mas se preferirem, podem servir como sobremesa. Vai saber bem a qualquer altura do dia. Traz um bocadinho de sol a estes dias frios e cinzentos. E transforma simples peças de fruta em estrelas à mesa.

A ideia veio do livro "Cru - Carpaccios, Tártaros e Ceviches" da Inês Simas. Recebi o livro como prenda de natal, também ele veio de mãos amigas. E gosto tanto! Até agora aventurei-me só em ceviches, e já tenho um de salmão e morangos marcado para fazer quando for época deles. A ideia dos carpaccios de fruta é tão boa e super simples. Como diz a Inês "pratos cheios de pinta, cuja simples mudança lhes dá outro sabor."

A fruta em rodelas fininhas, salpicada de iogurte natural e granola caseira. Uns pedacinhos de hortelã a perfumar e está feito. Há sabor, há textura, há cor e alegria num prato. Porque uma laranja pode sempre ser mais que uma laranja. E os olhos adoram comer. 
Enquanto esperamos pela primavera, vamos brincar com o sol à mesa.







Carpaccio Cítrico com Iogurte e Granola

2 laranjas em fatias finas
2 toranjas em fatias finas
1 iogurte grego natural
5 folhas de hortelã picadas
3-4 colheres (sopa) de granola

Granola:
400 gr de flocos de aveia
100 gr de puré de maçã
50 gr de sementes de sésamo, girassol e de abóbora
10 nozes picadas
10 amêndoas laminadas
3 colheres (sopa) de água
3 colheres (sopa) de mel
2 colheres (sopa) de passas de uva


Preparação

Preparar a granola, colocando os ingredientes todos (excepto as passas) numa taça e misturar com as mãos. Colocar num tabuleiro com papel vegetal, bem espalhada e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, durante uns 30 minutos ou até ficar dourada, com o cuidado de ir mexendo de 10 em 10 minutos. Deixar arrefecer totalmente e adicionar as passas, colocando num fraco hermeticamente fechado.
Para o carpaccio, descascar as laranjas e toranjas, cortar em fatias bem finas e espalhar num prato ou travessa. Regar com o iogurte, com a ajuda de uma colher. Salpicar com a granola e espalhar as folhas de hortelã picadas. Servir.

Bom Apetite!