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Mac & Cheese com Abóbora



Começam a arrefecer as noites. Começo e pensar no primeiro dia em que vamos acender o forno a lenha, para aquecer a cozinha e a casa. Começo a pensar em comida de conforto, comida de forno.
Nas sopas e estufados. Nos assados feitos nesse forno a lenha. Nas abóboras, castanhas e batatas-doces. É bom pensar em comida. Mas assim que começo a pensar vem o apetite também.
E é nos dias que começam a arrefecer que apetece mais comer, comida quente e coisas boas.

Enquanto devoro os livros de culinária mais recentes, fico ainda com mais apetite. É um ciclo vicioso. E eu gosto. Imaginem, chegar tarde a casa, preparar o jantar com direito a sopa e fruta, depois de tudo arrumado, tempo para descansar o corpo e se não adormecer logo, ler um livro de culinária. As receitas, as imagens e os textos fazem o apetite apitar. "A gula mora aqui". E certamente que não sou a única a quem isto acontece.


Há noites em que penso para mim "ainda bem que estou cansada, se não ia já fazer esta receita". Ou isso ou penso de forma moderada "já chega Inês! Não sejas gulosa! Fica para o fim-de-semana".
Foi numa dessas noites há uns dias que marquei esta receita. O livro tinha acabado de chegar, o novo da Nigella. Esta mulher faz o meu apetite disparar (vou só dizer-vos uma das receitas do livro, que percebem logo o que digo: Brownies de Nutella). E começo a ler, mesmo com sono. O sono desaparece e a vontade de devorar o livro assola os meus pensamentos.

Marcam-se receitas do Simply Nigella. Sei que muitas não vou chegar a fazer, mas há umas poucas que saltam à vista. Que combinam com as noites frias e o desejo de comida de forno.
Massa, queijo, forno, mais queijo, maravilha. Um "Sweet Potato Macaroni and Cheese". Em vez de batata-doce, usam-se as abóboras que enchem a casa e a cozinha, de vários feitios e cores.
A cocotte oval da Le Creuset recebe a receita em abraço e faz-se a vontade ao estômago. Sai do forno para a mesa, onde os pratos se enchem de quente. Noites frias, comida quente e boa.





Mac & Cheese com Abóbora
(adaptado do livro "Simply Nigella" de Nigella Lawson)

450 gr de abóbora crua
300 gr de macarronete ou penne
75 gr de queijo feta
50 gr de manteiga
50 gr de farinha
500 ml de leite
1 colher (chá) de mostarda de Dijon
125 gr de queijo cheddar ralado
parmesão ralado q.b.
tomilho fresco q.b.
sal q.b.


Preparação

Num tacho com água e sal, cozer a abóbora em pedaços com 2-3cm. Depois de cozida, escorrer bem e esmagar com um garfo (não é necessário que fique em puré).
Noutra panela colocar a manteiga a derreter e juntar a farinha mexendo bem, até incorporar. Aos poucos adicionar o leite e ir sempre mexendo até ficar homogéneo e sem grumos. Manter ao lume (não muito alto), sempre a mexer até o molho engrossar (molho branco). Juntar o queijo cheddar e a mostarda já fora do lume e mexer até completamente incorporados.
Enquanto isso, numa panela com água ao lume, cozer a massa até ficar al dente. Escorrer, reservando alguma da água da cozedura da massa. 
Juntar a abóbora esmagada e o queijo feta desfeito, à massa e envolver. Verificar o tempero, se necessário adicionar sal a gosto (eu não coloquei). Adicionar depois o molho branco com queijo cheddar envolvendo, e alguma água da cozedura da massa, para tornar o preparado menos espesso (usei à volta de 1/3 de chávena dessa água).
Colocar este preparado da massa com molho numa panela de ir ao forno ou tabuleiro e ralar parmesão a gosto por cima.
Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC por 30-35 minutos, até dourar e cheirar maravilhosamente bem.
Retirar do forno, salpicar com folhas de tomilho fresco a gosto e mais parmesão ralado.
Servir de imediato.

Bom Apetite!





Chamuças em Crepes de Arroz





Sabe bem viajar num prato de comida. Sabores exóticos que se confundem com outras paragens e nos levam a sítios distantes, ao alcance do palato.
Pegar em pequenos tesouros, como especiarias, folhas de crepes de arroz, são sempre momentos especiais, de descoberta. Mais ainda quando nos chegam por mãos amigas, da querida Marmita.
Enquanto não vou mais perto destes sabores numa viagem a sério, ou numa passagem pelo Martim Moniz na sua companhia, vou brincando com os novos ingredientes, que me deixam sempre entusiasmada.
Obrigado Marmita! Pela caixinha cheia de cheiros e sabores. Pela amizade e pelas conversas sempre animadas. Agora, vamos lá provar estas chamuças, bem diferentes das habituais, mas deliciosas. Com cheiro a petisco e viagens.







Chamuças em Crepes de Arroz
(adaptada do blog My New Roots)

8 folhas de crepes de arroz
azeite q.b.
sal q.b.
1 cebola pequena
1 dente de alho
1 colher (chá) de caril da marmita
1 cenoura média
3/4 chávena de ervilhas frescas
3/4 chávena de grão cozido
1 chávena de espinafres frescos
1/2 colher (chá) de gengibre seco ralado
2 colheres (sopa) de pistachios tostados
1 colher (sopa) de coco tostado

Dip de Manga:
1/2 manga sem casca
sal q.b.
fio de azeite
raspa de 1/2 lima
sumo de lima q.b.
1 pitada de coentros em pó
6 folhas de hortelã
1/4 chávena de coentros frescos


Preparação

Para o dip de manga, colocar a manga em pedacinhos, com a raspa de lima, algumas gotas de sumo, os coentros e a hortelã picados, um fio de azeite, e triturar com a varinha mágica. Temperar com sal a gosto e mexer. Reservar no frio até servir.
Preparar o recheio das chamuças, colocando numa frigideira um fio de azeite, a cebola picada e o caril. Cozinhar até a cebola amolecer, e depois adicionar o alho picado e o gengibre seco.
Juntar a cenoura em cubinhos pequenos (do tamanho das ervilhas) e deixar cozinhar uns 5 minutos. Adicionar depois as ervilhas e o grão e deixar cozinhar mais um pouco. Temperar com sal a gosto.
Por fim, adicionar os espinafres, os pistachios picados e o coco, envolvendo bem e desligando o lume.
Numa taça colocar água e mergulhar as folhas de crepe de arroz uma a uma, até ficarem maleáveis (é importante não deixar demasiado tempo na água, se não ficam mais quebradiças).
No centro do crepe colocar uma boa quantidade de recheio e em seguida dobrar a folha com muito cuidado, de maneira a obter um formato triangular. Repetir os passos com os restantes crepes.
Colocar as chamuças num tabuleiro untado com azeite e pincelar os seus topos com azeite.
Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC e deixar cozinhar por uns 15 minutos, ou até tostarem ligeiramente na superfície. Servir quente com o dip de manga.

Bom Apetite!



 
 
 
 


Tabbouleh Rosa com Cherrys





Os dias de calor pedem saladas, comidas mais leves. Com os produtos da época, ao sabor do que a horta nos dá e dos mercados locais. Comida descansada em dias corridos.
Fazemos refeições preguiçosas e frescas, que nos saciam e deixam os olhos felizes.
Cores lindas à mesa, é o que eu gosto de ver num prato de verão. O rosa, o verde, o vermelho ficam aqui tão bem dentro desta taça. 
Os tomates cherrys da horta estão prontos a comer, e são deliciosos. Apanhei muitos este ano! E até parecem doces. Junta-se a beterraba à festa e surge um tabbouleh de cuscuz cor-de-rosa!
Para saborear num dia sem carne. Happy Meatless Monday!







Tabbouleh Rosa com Cherrys
(adaptado do livro La Tartine Gourmande, de Béatrice Peltre)

2 colheres (sopa) de pinhões
1 chávena de cuscuz
1 chávena de água quente
sal q.b. 
2 beterrabas pequenas cozidas
1 chávena de tomates cherry
1/4 cebola roxa picada
1 queijo fresco pequeno

para o vinagrete:
6 colheres (sopa) de azeite
sumo de 1 limão
sal q.b.
2 colheres (sopa) de salsa
1 colher (sopa) de coentros
1 colher (sopa) de cebolinho
1 colher (sopa) de hortelã


Preparação

Numa frigideira tostar os pinhões até fragantes (uns 2 minutos). Deixar arrefecer e reservar.
Preparar o cuscuz juntando a mesma quantidade de água quente e sal a gosto, tapar e repousar por 5 minutos, até a água ser toda absorvida. Separar com um garfo. E colocar numa taça.
Cortar as beterrabas em cubinhos e juntar ao cuscuz, envolvendo bem até este se pintar de rosa.
Adicionar os tomates inteiros ou cortados ao meio, a cebola e o queijo fresco em pedaços.
Preparar o vinagrete, juntando os ingredientes todos (ervas picadinhas) e mexer bem até emulsificar.
Temperar a salada com o vinagrete e servir com os pinhões e ervas frescas a gosto.

Bom Apetite!


 


 

Umas Curgetes lindas e um convite para jantar





Digam lá se estas curgetes não são a coisa mais linda? Adoro, pequeninas e redondinhas! Super amorosas. Foram-me oferecidas há uns dias para preparar um petisco para o blog, enquanto as que plantei estão a crescer a olhos vistos na horta. Ontem de manhã colhemos três curgetes enormes. Nunca vi nada assim. Não sei se foi da chuva em abundância. Sei que a sopa e as massas esta semana vão andar ao sabor das curgetes. Adoro! E grelhadas, com tomilho e um fio de azeite, tão simples e tão bom. E não esquecer um bolinho, com a polpa da curgete ralada, húmido e fofo. Não pode faltar, na época delas.
Uma forma deliciosa de as comer é recheadas e gratinadas no forno. Foi o que quis fazer com estas. Peguei nelas com carinho, preparei-as e convidei para jantar duas pessoas tão especiais na minha vida. E jantamos juntas como tantas vezes fazemos.




Convidei para jantar as mulheres da minha vida. A minha mãe e a minha avó. As minhas duas mães, sempre.
São elas que me acarinham desde bebé, num colo sem igual. Que me mimam e me aconchegam quando preciso. Que me ensinaram e continuam a ensinar tanto. Que me trouxeram o amor pela horta e pela natureza e animais. Que me trouxeram o amor por cozinhar. Que fizeram de mim quem sou. Que me dão conselhos e me apoiam. Um amor incondicional, família é amor.
E tantas vezes são elas que me preparam o jantar, quando chego tarde do trabalho, quando ando mais cansada e sem folgas. Desta vez fui eu que as mimei, pois merecem tudo! Sempre!
Preparei esta deliciosa e leve refeição, com direito a um bolinho simples para sobremesa (as minhas mães adoram os meus bolinhos!), e foi partilhada, em cumplicidade, ao sabor das coisas boas.

Assim participo em mais uma edição do Convidei para Jantar, desta vez no blog Pão de Cereais, com o tema "Convidei para Jantar outra geração da família".





Curgetes Recheadas com Bulgur, Grão e Cogumelos

6 curgetes redondas 
1/2 chávena de bulgur
1 chávena de água
sal q.b.
azeite q.b.
1/2 cebola
1 dente de alho
2 chávenas de cogumelos frescos
tomilho fresco q.b.
1 chávena de grão cozido
parmesão ralado q.b.


Preparação

Num tacho colocar a água, um pouco de sal e o bulgur, e cozinhar, deixando ferver durante 10 a 15 minutos, bem tapado. Apagar o lume e manter tapado por 10 minutos a repousar.
Numa frigideira colocar um fio de azeite, a cebola picada e o alho picado, deixando cozinhar até a cebola ficar translúcida. Adicionar os cogumelos em pedaços ou fatiados e salpicar com tomilho fresco picado (só as folhinhas). Deixar saltear os cogumelos até evaporar a maioria do líquido que se forma. Adicionar o grão e o bulgur e envolver tudo muito bem. Temperar com sal, se necessário.
Cortar os topos das curgetes e com uma colher pequena, remover o miolo (reservar a polpa da curgete para sopas). Salpicar o interior com sal e pincelar o exterior com azeite.
Rechear as curgetes com a mistura de bulgur, salpicar com um pouco de parmesão ralado a gosto, e levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante uns 25-30 minutos. Servir ainda quente.

Bom Apetite!






Pasta com Pesto de Beterraba Assada






Vocês costumam sonhar com comida? Eu sonho muitas vezes. Às vezes idealizo pratos ou sobremesas em sonhos e acordo a pensar neles. Tenho boas ideias durante o sono. Outras nem tanto, onde me surgem combinações demasiado estranhas de ingredientes. Mas adoro sonhar com comida. Com imagens que me ficam na memória de coisas que gosto.
Quando vi esta receita na Marmita fiquei de olho arregalado, e nessa mesma noite sonhei com o pesto de beterraba. Faltava-me o manjericão preto para a colocar em prática e fui adiando a sua preparação. Mas ia sempre lembrando-me dela, da sua cor vistosa e exuberante. Que nos enche os olhos.
Mais tarde vi outra receita na miss Vite e soube que tinha mesmo de fazer uma massa em tons de cor-de-rosa na minha cozinha. Adoro a cor da beterraba, e se há alguns anos atrás detestava-a, hoje adoro-a. Em sopas, em saladas, assada, em risottos, sumos e até em bolos!
Inspirei-me em ambas as receitas e surgiu esta, que recomendo, mesmo a quem não gosta de beterraba. Vão ver, uma agradável surpresa de sabores. Numa refeição leve e nutritiva.
Cá em casa acharam estranha a cor, mas adoraram e repetiram! Happy meatless monday!






Pasta com Pesto de Beterraba Assada

200 gr de esparguete integral
1 beterraba grande
tomilho fresco, azeite e sal q.b.
2 dentes alho
5 nozes tostadas
1 colher (sopa) de sumo de limão
1 ramo pequeno de cebolinho fresco
3 colheres (sopa) de parmesão
fio de azeite
água de cozedura da massa q.b.


Preparação

Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Descascar e cortar a beterraba em pedaços. Colocar esses pedaços no centro de uma folha de alumínio, juntamente com os dentes de alho, tomilho a gosto, uma pitada se sal e um fio de azeite. Fazer um embrulho com o papel de alumínio e levar ao forno por 30 minutos.
Entretanto cozer o esparguete, tendo o cuidado de reservar um pouco da água de cozedura.
Colocar a beterraba assada, juntamente com os sucos que se formam e os alhos num liquidificador.
Juntar as nozes, o sumo de limão, o cebolinho picado, o parmesão e um fio de azeite. Triturar até obter um puré homogéneo. Juntar um pouco da água de cozedura do esparguete ao pesto de beterraba, para o tornar mais aveludado e líquido.
Juntar o preparado à massa e envolver. Servir com um pouco de parmesão ralado e cebolinho picado.

Bom Apetite!






Assado de Arroz Selvagem e Requeijão






Ando encantada com o livro "Super Natural Every Day" da Heidi Swanson. Receitas vegetarianas sedutoras, cheias de sabor, ricas em nutrientes, saudáveis, com o uso de produtos integrais, da época e dos mercados locais. Ensina-nos um pouco a cozinhar e a comer melhor. E eu fico rendida a cada capítulo do livro, apetece-me fazer todas as receitas de uma ponta à outra. Levando-me a pensar que eu até conseguiria ser vegetariana (não excluindo ovos, leite e queijo) a tempo inteiro. Quem sabe?
Confesso que ao chegar tarde a casa e ter à minha espera um prato de bacalhau põe logo essa hipótese de lado, assim como outros peixes. Mas tenho cada vez mais gosto em fazer pratos sem carne. Deliciosos. E há sempre quem se junte a mim!
Do livro da Heidi selecciono como favorito o capítulo dos pequenos-almoços, com direito a granola, panquecas, muffins, scones, porridge, frittata. Mas curiosamente comecei por preparar este assado de arroz selvagem para jantar. Talvez pelo tempo pedir ainda comidas de forno, quentes, cremosas e de conforto.
Happy Meatless Monday!






Assado de Arroz Selvagem e Requeijão
(adaptado do livro "Super natural every day" de Heidi Swanson)

2 ovos
225 gr de requeijão
115 gr de iogurte natural
1 colher de (chá) de mostarda de Dijon
sal q.b.
1 colher (sopa) de azeite
225 gr de cogumelos frescos fatiados
1 cebola picada
3 dentes de alho picados
3 chávenas de arroz selvagem de mistura (já cozido)
parmesão ralado q.b.
cebolinho picado q.b.


Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar um tabuleiro médio com um pouco de azeite.
Numa taça misturar os ovos, requeijão, iogurte, mostarda e uma pitada de sal.
Numa frigideira colocar o azeite e juntar os cogumelos, deixando cozinhar até perderem a água e esta evaporar. Ir mexendo os cogumelos até alourar, juntando depois a cebola picada, deixando cozinhar por 3 minutos até ficar translúcida. Adicionar o alho, cozinhar por um minuto e retirar do lume.
Juntar o arroz já cozido à mistura dos cogumelos e misturar. Adicionar a mistura do requeijão e ovos ao arroz e envolver bem, colocando em seguida no tabuleiro preparado. Salpicar a superfície com parmesão ralado na hora e a gosto. Tapar o tabuleiro com papel de alumínio e levar ao forno por 30 minutos.
Retirar o alumínio e deixar cozinhar mais uns 20 minutos até dourar a superfície (poderá usar o grill).
Fora do forno, salpicar com mais parmesão e cebolinho picado.

Bom Apetite!







Almôndegas de Lentilhas e Bulgur






Mais uma receita que fui buscar ao baú. Mais precisamente a Maio do ano passado. E como passou tanto tempo sem publicar estas almôndegas? Também não vos sei dizer.
O que vos posso dizer sim, foi que nos surpreenderam a todos. A minha mãe por exemplo detesta almôndegas de carne e adora estas. Sim, adora! E volta e meia são feitas cá por casa. São boas para levar na marmita com uma bela salada ou uma massa.
A receita foi baseada numa revista de culinária que vi nessa altura. Eu adoro livros de culinária e revistas e sempre que passo pelo hipermercado não resisto a espreitar umas quantas. Tento controlar-me e evitar gastos exagerados e às vezes até levo um bloco de notas e caneta para apontar alguma receita que me piscou o olho! Como foi o caso desta, que veio da revista Bimby. Gosto imenso de espreitar a dita, tem sempre fotos lindas e boas ideias. E assim vejo-me a remar contra a maré, e enquanto uns adaptam receitas tradicionais à bimby, eu adapto à minha cozinha normal.
Deixo-vos esta deliciosa receita, saudável, para uma segunda ou qualquer outro dia sem carne. Happy Meatless Mondays!







Almôndegas de Lentilhas e Bulgur
(receita inspirada na revista Bimby, de Maio 2012)

para as almôndegas:
1/2 chávena de lentilhas vermelhas
1/2 chávena de bulgur
1 cebola
1 dente de alho
1 alho francês (parte branca)
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de polpa de tomate
2 colheres (sopa) de pão ralado
2 colheres (sopa) de salsa e cebolinho picados
sal q.b.

para o molho de tomate e cogumelos:
1 cebola
1 dente de alho
2 colheres (sopa) de azeite
2 tomates pequenos em pedaços
sal q.b.
6 cogumelos frescos e laminados


Preparação

Cozer o bulgur e as lentilhas no dobro de água durante uns 15 minutos. Reservar tapado durante 10 minutos.
Fazer um refogado com a cebola, alho e alho francês picados, o azeite e polpa de tomate. Deixar cozinhar por 5 minutos. Adicionar o bulgur e as lentilhas, o pão ralado, a salsa e cebolinho e o sal a gosto. Misturar bem e envolver com uma espátula, em lume brando mais uns 3 a 5 minutos. Deixar arrefecer ligeiramente e moldar as almôndegas em bolinhas. Reservar.
Para o molho de tomate e cogumelos, colocar num tacho o azeite com a cebola e alho picado, deixando refogar 3 minutos, adicionando depois o tomate e sal a gosto. Deixar cozer um pouco e triturar o tomate. Juntar depois os cogumelos laminados e cozinhar até ficarem prontos.
Servir as almôndegas com o molho.

Bom Apetite!









Risotto de couve-flor, batata-doce e açaflor






Mais um tesouro na minha cozinha. Uns pózinhos para pintar as receitas. Com um pequeno toque de magia.
Antes do Natal tive outra surpresa, vinda dos Açores com carinho. Este frasquinho de açaflor. Oferecido gentilmente pela querida Ilídia, que o cultivou e colheu. Um pedaço de outros lugares, um frasquinho que traz nele cheiros e amizade e descoberta. E eu adoro novos ingredientes!
O açaflor era desconhecido até o ver no blog da Ilídia, o Acre e Doce. O açaflor também chamado de açafroa ou falso açafrão pode ser substituído por açafrão normal. É produzido de flores, que depois de secas ao sol são trituradas e resultam nestes pequenos fios avermelhados. Uma preciosidade dos Açores.
A escolha para experimentar estes pózinhos recaiu num risotto leve. Ao falar com a Ilídia sobre isso ela disse-me que era mesmo o que tinha pensado para mim, um risotto com açaflor.
Parti assim à descoberta, com uma pitada de açaflor, de um risotto bem amarelinho, que me avivou de cor o dia e reconfortou. Obrigado Ilídia! Adorei conhecer o açaflor.
E este risotto vegetariano é bom em qualquer dia, mas como hoje é segunda-feira...Happy Meatless Monday!











Risotto de Couve-flor, Batata-doce e Açaflor

1 batata-doce média (polpa branca)
1 couve-flor pequena
tomilho fresco q.b.
alecrim fresco q.b.
sal q.b.
fio de azeite

1 cebola pequena
2 dentes de alho
1 colher (chá) de açaflor
3 colheres (sopa) de azeite
1 chávena de arroz para risotto
1/4 chávena de vinho branco
caldo de legumes q.b.
3 colheres (sopa) queijo da ilha ralado


Preparação

Colocar a batata-doce em rodelas e a couve-flor em pedacinhos num tabuleiro com papel vegetal. Salpicar com um pouco de sal, as ervas aromáticas a gosto e um fio de azeite. Levar ao forno a 200ºC até assar e ficar tenro.
Começar a preparar o risotto, colocando a cebola e os alhos picados num tacho, com o azeite e o açaflor, mexendo ocasionalmente. Noutro tacho manter o caldo de legumes a ferver em lume brando.
Quando a cebola estiver translúcida adicionar o arroz e mexer, deixando-o envolver bem o açaflor. 
Juntar o vinho branco e deixar cozinhar até o álcool se evaporar. Juntar 2 conchas de caldo e ir mexendo o arroz enquanto coze e embebe o caldo. Adicionar caldo à medida que for necessário, sem parar de mexer o arroz.
Entretanto retirar os vegetais do forno e reservar metade da couve-flor. Triturar a restante e a batata-doce em puré. Este puré é adicionado ao risotto quando estiver praticamente cozido. Envolver bem, deixando cozinhar por mais 2 minutos. Adicionar os raminhos de couve-flor reservados. No final da cozedura, apagar o lume e juntar o queijo da ilha ralado na hora, envolvendo suavemente.
Servir imediatamente polvilhado com mais queijo se assim o desejar e tomilho fresco.

Bom Apetite!








Salada de Quinoa, Espinafres e Romã










Uma segunda sem carne. Porque sim. Porque gosto, é saudável e sabe bem. Cada vez me custa menos deixar a carne de lado e comer refeições cheias de sabor e que me deixam entusiasmada a cada garfada. E não precisa de ser necessariamente à segunda. Mais dias se vão juntando e agradando.
E sim, eu gosto de saladas no Inverno, sopa quente no Verão, gelados quando faz frio. Não há regras para determinadas comidas e alturas do ano. Vou ao sabor da vontade e do que gosto. Embora o tempo peça conforto e caldinhos, e fogão a lenha aceso, pão quente no forno, assados e guisados ricos. Que tanto nos aconchegam. Mas uma saladinha destas, que até aos olhos sabe bem, não me deixa indiferente. As romãs deliciosas acabadas de colher, foram o pretexto para mais uma refeição cheia de cor. Happy Meatless Monday!


Salada de Quinoa, Espinafres e Romã

1/4 chávena quinoa vermelha
2 chávenas folhas de espinafre tenrinhas
amêndoa laminada q.b.
requeijão ou feta q.b.
1/2 romã (só os bagos)
sal q.b.
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de sumo de limão
1 colher (chá) de mel
1/2 colher (chá) mostarda de Dijon


Preparação

Cozer a quinoa no dobro de água, durante 10 minutos, com o tacho tapado. Aguardar 2 minutos e com um garfo separá-la e colocar para uma tacinha, deixando arrefecer.
Enquanto a quinoa coze, tostar as amêndoas laminadas numa sertã, até dourarem e libertarem aromas.
Colocar os espinafres lavados no prato, a quinoa, e salpicar com o requeijão esfarelado, as amêndoas tostadas e os bagos de romã.
Preparar o molho misturando o azeite, limão, mel e mostarda. Adicionar sal a gosto. Temperar a salada com o molho só na hora de servir.

Bom Apetite!