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Coroa de Brioche Salgada





O blog trouxe-me tantas coisas boas desde que o criei. O gosto por aprender sempre mais, por fazer receitas que nunca tinha experimentado. Descobrir novos sabores e ingredientes. Mas acima de tudo o blog trouxe-me pessoas. Pessoas que me seguem, que trocam experiências e receitas. Há uma partilha. E pessoas que vão ficando. Que se tornam verdadeiras amigas.
A Lia do blog Salsa Verde é uma dessas pessoas, que chegou e ficou! No meu coração! Um amor de pessoa e uma amiga especial. Não consigo fazer contas às centenas de mails que trocamos, e aos telefonemas sempre animados. Nunca vou conseguir agradecer todo o carinho com que ela sempre me envia um ingrediente novo, desconhecido, um livro, um miminho, lá de longe. Obrigado minha querida!
E este verão tive o prazer de a conhecer pessoalmente. Nem imaginam como foi um dia feliz. Foi conhecer quem eu já conhecia, quem sinto desde sempre como amiga. Juntas fizemos de um dia de verão, um dia para lembrar sempre, com direito a boa comida e petiscos, passeio numa cidade linda, muitas loiças lindas na bagagem e conversas sempre animadas.
Partilhamos a mesma paixão pela culinária e por livros de receitas. Por pães e bolos. E do livro me ofereceu, sai esta coroa de brioche salgada, perfeita para um dia de piquenique, e muita amizade à mistura.








Coroa de Brioche Salgada
(adaptada do livro "Bread" de Paul Hollywood)

500 gr de farinha trigo (usei mistura de trigo e cevada)
1 colher de chá (de sal)
10 gr de fermento biológico seco
175 ml leite morno
4 ovos biológicos
100 gr de manteiga amolecida
10 fatias de presunto
2 bolas de mozarella fresco (cada 125 gr)
1 mão cheia de folhas de manjericão
1 ovo batido para pincelar
parmesão ralado q.b.


Preparação

Preparar a massa de brioche salgada, colocando na cuba da máquina do pão o leite e os ovos batidos, seguidos da manteiga e do sal. Colocar a farinha e o fermento e deixar correr o ciclo de amassar e levedar. Em alternativa se não tiver máquina do pão, pode juntar os ingredientes todos e amassar à mão ou usando uma batedeira com gancho próprio, e deixando levedar pelo menos uma hora ou até dobrar de volume.
Colocar a massa numa superfícia ligeiramente enfarinhada, e com um rolo de cozinha, esticar a massa num rectângulo bem comprido, com aproximadamente 1,5 cm de altura de massa.
Colocar as fatias de presunto espalhadas pela massa, e por cima colocar o mozarella em pedacinhos. Salpicar toda a superfície com as folhas de manjericão grosseiramente picadas.
Enrolar a massa num rolo, a partir dos lados mais compridos. Cortar o rolo no sentido longitudinal, em todo o seu comprimento, de forma a revelar o recheio.
Unir as pontas e enrolar os dois rolos, fazendo um entrançado (de duas peças), e enrolando num formato de coroa circular, unindo bem as pontas. Colocar a coroa numa tabuleiro com papel vegetal e um pouco de farinha. Deixar levedar por mais uma hora ou até dobrar o volume num sítio quente.
Pincelar a superfície da coroa com o ovo batido e salpicar com  parmesão ralado a gosto.
Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC até cozer (uns 25-30 minutos). Servir morno ou frio.

Bom Apetite!







Pão de Cenoura, Kefir e Sementes





Os dias de frio e chuva, tristonhos e cinzentos têm vindo a arrastar o desejo primaveril de bom tempo. A Primavera acaba sem ter sentido tanto dela. O que nos vale são as flores, a fruta e os legumes. Os pássaros que a cantam. Os dias mais longos em luz. 
O tempo nem sempre é o que nós queremos. Do tempo tanto se diz, e tanto se sente. Sente-se uma brisa nos braços que já queriam mangas curtas e voltaram aos casacos. Sente-se saudades de dias de calor e de passeios. De chinelar as ruas e a praia. De comidas que despertam o verão dos dias.
Esta semana tão fresca e com chuva, despertou o desejo de fazer pão, de ligar o forno e sentir o seu aroma a envolver-nos em aconchego. Sabe tão bem. Pareciam dias de Outono. De pão quente com manteiga.
Hoje o sol já brilha, vamos atrás dele! Comer uma fatia de pão lá fora sabe bem melhor.




Pão de Cenoura, Kefir e Sementes

200 ml água morna
150 ml kefir (ou iogurte natural)
1 colher (sopa) de agave ou mel
1 colher (chá) de sal
1 cenoura média ralada
150 gr farinha de cevada
200 gr de farinha de espelta
200 gr de farinha trigo ou espelta integral
1 pacote de fermento biológico seco (7gr)
125 gr de sementes e grãos (quinoa, amaranto, linhaça, sésamo, papoila, trigo sarraceno)
sementes papoila para decorar


Preparação

Colocar todos os ingredientes na cuba da máquina do pão, segundo as instruções do fabricante, e deixar correr o ciclo de amassar e levedar. Retirar a massa da cuba e amassar um pouco, numa superfície enfarinhada.
Colocar a massa numa forma de bolo inglês ligeiramente untada, pincelar com água e polvilhar com sementes de papoila. Tapar com um pano e deixar levedar mais meia hora.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, até cozer.
NOTA: as pintas brancas no miolo do pão são os grãos de trigo sarraceno.

Bom Apetite!






Rosca de Nutella e Clementina






Por cá a Páscoa estende-se até ao próximo fim-de-semana, altura em que se celebra a Pascoela. Já é tradição na terra da minha avó. Enchem-se de novo as casas, de gente e de boa comida. Não há tempo para dar descanso ao corpo dos excessos da quadra.
As portas abrem-se para receber a visita pascal, por caminhos feitos de flores e ervas. As mesas fartas recebem quem venha por bem. E juntam-se familiares, amigos e vizinhos. Com as portas sempre abertas.
Eu gosto de viver estas tradições, pelo convívio e pela partilha de histórias. Ver quem se vê tão pouco durante o resto do ano. Celebrar.
Não faltam amêndoas, chocolates, o pão-de-ló e o folar. As mesas ficam coloridas, apesar do tempo se mostrar incerto.
Os folares, as roscas e coroas de pão doce serão sempre bem-vindos. Como esta rosca, que ficou com um aspecto pouco atractivo, mas deliciosa com nutella e perfumada pelas últimas clementinas do pomar.






Rosca de Nutella e Clementina

massa:
250 ml iogurte natural
50 gr manteiga derretida e fria
1 ovo batido
75 gr de açúcar baunilhado caseiro
raspa de 2 clementinas
1/2 colher (chá) de sal
450 gr de farinha de trigo
1 saqueta de fermento biológico seco

recheio:
nutella q.b.


Preparação

Na cuba da máquina do pão colocar os ingredientes para a massa, pela ordem indicada pelo fabricante.
Correr o ciclo de amassar e levedar.
Depois de levedada a massa, amassar ligeiramente e esticar num rectângulo comprido e de espessura fina.
Barrar com nutella a gosto, a superfície da massa.
Enrolar o rectângulo pela parte mais comprida, num tronco. Cortar o tronco no sentido longitudinal. Virar as superfícies de corte para cima. Unir ambas as pontas e entrançar. Enrolar a trança em forma de coroa e ligar bem as pontas, pressionando.
Pré-aquecer o forno a 180ºC e deixar a coroa levedar por mais meia hora já dentro de um tabuleiro untado e forrado com papel vegetal. Levar a coroa ao forno até cozer (teste do palito).

Bom Apetite!






Pão Integral de Espelta com Arandos






O tempo para a cozinha tem sido pouco por estes dias. Não por falta de vontade ou por falta de receitas novas para experimentar. Tenho uma lista enorme de coisas que quero fazer e provar e partilhar. Mas por falta de tempo. Os dias passam a correr. Com novas e velhas rotinas.
E eu vou roubando pedaços do baú, retalhos de receitas de há algum tempo mas que continuam a ser feitas  por cá. Há sempre a máquina do pão, uma ajuda preciosa e que me permite ter um pãozinho diferente à mesa. Mesmo sem tempo. Amassa e leveda. Depois o fogão a lenha aceso nestes dias de Inverno trata do resto. Pão novo ou não, sabe sempre bem, caseiro e cozido em forno a lenha, morno ou em torradas, para levar para o lanche. Que nunca nos falte o pão!


Pão Integral de Espelta e Arandos

1 e 1/3 chávena de água morna
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de mel ou maple
1 colher (chá) de sal
1 chávena de farinha de trigo
1 chávena de farinha de trigo integral
1 chávena de farinha de espelta
2 colheres (chá) de fermento biológico seco
1/2 chávena de arandos secos
1/3 chávena de sementes de girassol


Preparação

Na máquina do pão colocar todos os ingredientes da lista, pela ordem indicada pelo fabricante. Colocar a correr o ciclo de amassar e levedar (eu coloco logo no início as sementes e os arandos).
Ao fim do ciclo, colocar a massa numa forma ligeiramente untada. Pincelar com água e com mais uns arandos secos e sementes de girassol. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC ou ao forno a lenha. Deixar cozer até dourar.

Bom Apetite!










Pão de alfarroba e sementes num encontro especial





Há blogues que encantam e nos inspiram. Que nos fazem sonhar. Não só pela sua apresentação, receitas, histórias e fotografias, mas também pela pessoa que o faz. Um deles é o Sabores de Canela, da querida Helena, que foi dos primeiros blogues que conheci e me inspirou, pelas receitas tão boas e pelas fotografias que são sempre arrebatadoras. Sempre suspiro por entre composições e bom gosto, cores e sabores.
A Helena é uma pessoa de uma simpatia e generosidade enorme, que não tem receio de partilhar os seus conhecimentos, e foi um gosto conhecê-la num workshop de fotografia. Poder partilhar um dia com ela e com outras meninas foi muito especial.
E como o seu blog é para nós uma inspiração, que coisa melhor que juntar essas mesmas amigas à mesa e celebrar os Sabores de Canela. Juntam-se assim as suas receitas, um menu preparado com todo o carinho, numa mesa animada, onde a culinária é uma paixão, e onde cada uma de nós contribui com o seu prato, numa festa em homenagem à Helena.
Como entrada a Alice começa a servir os seus Espargos com Presunto, enquanto eu começo a fatiar o Pão de Alfarroba que aqui apresento hoje. Segue-se um Creme de Ervilhas e Funcho, deliciosamente preparado pela Mané. Vamos provando os pratos principais, um Empadão de Frango e Lima feito pela doce Maria, e uma Massada de Tamboril feita pela Intrusa, enquanto nos servimos do fresco Sumo de Maçã com Gengibre trazido pela Marmita. Para finalizar em grande, um Coulant de Alfarroba feito pela Sandra.









Pão de Alfarroba e Sementes
(receita do blog Sabores de Canela, adaptada à MFP)

310 ml leite morno
40 gr manteiga mole
40 gr de açúcar
400 gr farinha de trigo
35 gr farinha de alfarroba
1 saqueta fermento biológico seco
sementes de sésamo pretas e de linhaça (3 colheres sopa)
flocos de aveia para polvilhar


Preparação

Colocar os ingredientes na cuba da máquina de fazer o pão, pela ordem indicada pelo fabricante.
Correr o ciclo de amassar e levedar.
Untar uma forma de pão e colocar lá dentro a massa, tapando e deixando levedar mais 30 minutos.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Pincelar a superfície do pão com água e polvilhar com os flocos de aveia.
Levar ao forno até cozer.

Bom Apetite!







Resta-me agradecer à Helena, pela sua generosidade e partilha, e por estas fantásticas receitas que tornaram o nosso convívio ainda mais delicioso. E enviar um grande beijinho à Mané, Alice, Marmita, Maria, Sandra e Marta. Meninas, foi uma surpresa cheia de sabor!





enroladinhos de pesto e queijo fresco






Eu não sou vegetariana. Mas já pensei em adoptar o vegetarianismo a determinada altura da minha vida.
Desde que tive as cadeiras de Anatomia e Inspecção Sanitária no meu curso, deixei de comer alguns tipos de carne, e julgo que se trabalhasse num matadouro a fazer inspecção que deixaria de comer carne de todo.
Mas acho que seria complicado deixar de comer ovos, queijos e peixe fresco que tanto aprecio.
Mesmo assim gosto de fazer duas a três vezes por semana dias vegetarianos, sem carne. O pior é que cá em casa nem todos vão nessa conversa. Há pratos que até agradam mas há outros que lhes torcem logo o nariz. E há quem não dispense o belo do bifinho no prato. Eu quando cozinho só para mim faço imensas saladas e pastas sem carne e sabem-me tão bem. Pratos deliciosos e saudáveis.
Esta semana celebra-se a 5ª Semana Vegetariana promovida pelo Centro Vegetariano, e dia 4 de Outubro é o Dia Mundial do Animal. Porque não repensarmos a nossa alimentação e os nossos hábitos alimentares? Pela nossa saúde, pelos animais, pelo ambiente. Fazermos mais refeições sem carne, mesmo que seja um só dia por semana.
Ontem como foi Dia Mundial do Vegetarianismo, resolvi fazer refeições ovo-lacto-vegetarianas para todos. Sopa de alho-francês, curgete e abóbora (biológica e com produtos da nossa horta), fruta, pasta com molho de tomate e manjericão e uns enroladinhos com pesto e queijo fresco. Que brilharam e tornaram o nosso dia bem mais leve e delicioso.









Enroladinhos de Pesto e Queijo Fresco

Para a massa:
1/4 chávena de água
50 ml azeite ou óleo vegetal
1 ovo biológico batido
2 iogurtes naturais
500 gr farinha trigo
1 colher (chá) de sal
1 saqueta de fermento seco biológico

Para o pesto de aromáticas:
1 ramo pequeno de manjericão, coentros, cebolinho e salsa
2 colheres (sopa) de pinhões
1 dente de alho
3-5 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de parmesão ralado

2 queijos frescos (pequenos)


Preparação

Colocar pela ordem indicada os ingredientes para a massa na cuba da MFP e correr o ciclo de amassar e levedar.
Preparar o pesto: tostar os pinhões numa frigideira. Colocar juntamente com as aromáticas, alho e parmesão e triturar muito bem até obter uma pasta homogénea. Adicionar o azeite e voltar a triturar.
Esticar a massa numa superfície polvilhada com farinha, em forma rectangular.
Espalhar o pesto pela massa e esfarelar o queijo fresco por cima do pesto.
Enrolar a massa no sentido do lado maior do rectânculo. Cortar em fatias e dispor viradas para cima, num tabuleiro untado e forrado com papel vegetal.
Levar ao forno até a massa cozer e dourar.

Bom Apetite!











Brioche de Iogurte



Sinto o tempo a andar para trás.
Veio o calor demasiado rápido, como uma lufada de ar quente e em vez de avançar no sentido do Verão, voltou atrás ao Inverno...
Voltei às botas, aos casacos mais quentes já arrumados no fundo do armário e saquei do guarda-chuva. A manta voltou ao sofá, enroscada.
As andorinhas que fizeram um ninho na garagem e as flores de vivas cores lá fora parecem dizer que não, que afinal é Primavera, mas não consigo acreditar.
As comidas, essas continuam a ser de conforto, uns guisados ricos e uns assados perfumados pelas aromáticas. O forno permanece ligado. 
E os pedidos especiais para o forno continuam. - Faz de novo "o" brioche! - Outra vez?
Já vem sendo hábito por cá este pedido desde que o fiz pela primeira vez. Um brioche fofo, maravilhoso de comer morninho, e que se aguenta mesmo bem no dia seguinte (se até lá chegar, claro). 
A receita vem do Sabores com História e mais tarde ao vê-la no Bem Bons não pude mesmo resistir. E ainda bem que o fiz. Gostamos tanto que já o repetimos e adoptamos como nosso.







Brioche de Iogurte
(receita do blog Sabores com História)

2 iogurtes naturais
1 ovo batido
75 gr de açúcar
raspa de 1/2 limão (adicionei à receita original)
500 gr de farinha T65
11 gr de fermento seco biológico
50 gr de manteiga cortada em pedaços


Preparação

Colocar todos os ingredientes na MFP pela ordem indicada em cima.
Seleccionar o programa de amassar e levedar. 
No fim do ciclo, retirar a massa para a bancada e amassar para retirar o ar.
Dar o formato pretendido (eu entrancei), colocar na forma ou tabuleiro untado e polvilhado com farinha e deixar levedar mais 30 minutos num local quente e tapado.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Pincelar com leite e salpicar com açúcar e levar ao forno até cozer e dourar.

Bom Apetite!






 


BBD #49 - Focaccia de Trigo Sarraceno com Tomate e Alecrim



Scroll down for english version

Mais um Bread Baking Day. Que já vai na sua 49ª edição. Um evento criado pela Zorra do blog Kochtopf, em que todos os meses inúmeros cozinheiros amadores por esse mundo fora, fazem receitas de pães em torno de um tema escolhido.
Este mês o desafio está em casa da Manuela, o Cravo e Canela - Uma Cozinha no Brasil, e como tal não poderia deixar de participar. A Manuela é uma portuguesa muito simpática, que vive no Brasil e de lá nos escreve e mostra as suas receitas e fotos encantadoras. O tema escolhido por ela para este mês foi Pizzas e Pães Italianos. Que bem escolhido!
Pães, focaccias, ciabattas, pizzas, grissini, calzones deliciosas e aromáticas, com sabores italianos... que perdição.
Preparei com muito carinho uma focaccia, com farinha de trigo sarraceno e tomates cherry e alecrim fresco.
Uma focaccia perfumada, que animou a mesa.


Focaccia de Trigo Sarraceno com Tomate e Alecrim

200 ml água morna
4 colheres (sopa) de azeite
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) queijo parmesão ralado
300 gr de farinha trigo
100 gr de farinha trigo sarraceno
2 colheres (chá) de fermento seco

15 tomates cherry
alecrim fresco q.b.
sal grosso q.b.
azeite q.b.


Preparação

Colocar os ingredientes para a massa (desde a água até ao fermento) na cuba da máquina do pão, segundo as instruções do fabricante e seleccionar o programa de amassar e levedar.
Forrar um tabuleiro com papel vegetal e untar com um pouco de azeite.
No fim do ciclo da máquina, retirar a massa e colocar no tabuleiro. Espalhar a massa com a ajuda das mãos, espalmando. Cobrir a massa e deixar levedar por mais meia hora.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. 
Com o cabo de uma colher fazer as covinhas na massa. Colocar os tomates cherry cortados ao meio, alecrim a gosto, um pouco de sal grosso e um fio de azeite.
Levar ao forno a 180ºC até cozer (teste do palito).

Bom Apetite!





English Version

Buckwheat Focaccia with Tomato and Rosemary

200 ml warm water
4 tbsp olive oil
1 tsp sugar
1 tsp salt
2 tbsp grated parmesan cheese 
300 gr all-purpose flour
100 gr buckwheat flour
2 tsp active dry yeast


15 cherry tomato
a few sprigs of rosemary
salt
olive oil


Methode

Place all ingredients for the dough (from water to yeast) in the pan of the bread machine, according to manufacturer´s  directions, and programe to knead and leaven.
Prepare a tray with baking sheet and brush with olive oil.
Place the dough in the tray and use the hands to spread it. Cover and let it rise for more 30 minutes.
Preheat the oven to 180ºC.
Poke dents into the dough, place the tomatoes and the rosemary (pressing into the dough) and sprinlke with salt and a dash of olive oil.
Bake in the oven at 180ºC until golden brown (insert a toothpick in the center).

Enjoy!





Pão de Gérmen de Trigo e Pinhão


O que é que nunca pode faltar todos os dias na minha cozinha? O que é que eu como todos os dias sem excepção? Parti destas interrogações em busca do essencial na minha alimentação. Cheguei à conclusão que nesta cozinha não podem faltar a sopa, a fruta e o pão!
Posso passar dias sem comer carne ou peixe, posso não comer doces e bolos diariamente, posso não comer arroz e massas todos os dias, mas não há um dia que não coma sopa, muita fruta e o tão amado pão. Três alimentos essenciais na alimentação.
A fruta vem muitas vezes do meu quintal, temos laranjas, limões, figos, tangerinas, maçãs, pêras, romãs, nêsperas e ameixas. Algumas framboesas (que são quase sempre comidas pelos pássaros que não lhes resistem) e morangos. A sopa de legumes é comida diariamente também. Com vegetais plantados por nós ou pelos nossos vizinhos que partilham connosco, ou do mercado local. O pão não pode faltar. A maior parte das vezes comprado em padarias ou a padeiros locais, mas vou tentando cada vez mais fazer o meu pão em casa. Conto com a ajuda preciosa da máquina do pão. E adoro o cheiro que se espalha na casa quando está no forno.
Já há algum tempo que não colocava aqui um pãozinho, por preguiça ou por esquecimento. Andei a vasculhar nas fotografias guardadas e encontrei este, feito já há meio ano! E delicioso, isso lembro-me bem.


Pão de Gérmen de Trigo e Pinhão
(fonte: inspirado na revista Mulher Moderna - especial Pão)

400 ml água
2 colheres (sopa) óleo
2 colheres (sopa) mel
470 gr farinha trigo integral
1/2 colher (chá) sal
2 colheres (sopa) cheias de gérmen de trigo
1 saqueta fermento biológico seco
100-150 gr pinhões


Preparação

Na cuba da máquina do pão, colocar todos os ingredientes, pela ordem indicada pelo fabricante. Correr o ciclo de amassar e levedar.
Pré-aquecer o forno a 180ºC e untar uma forma rectangular com manteiga e farinha integral.
No fim do ciclo, colocar a massa na forma, polvilhar o topo com farinha integral e dar uns cortes. Levar ao forno até cozer (teste do palito). Retirar do forno e desenformar.

Bom Apetite!



Bolo Raínha Recheado


Há uns 5 anos atrás nem sonharia preparar certas receitas na cozinha. Uma delas era o bolo-rei, a par com o pão, folares e outras iguarias. Não que pensasse que não conseguiria, mas apenas porque eram coisas por norma compradas em pastelarias e padarias, ou talvez por pensar que seriam demasiado trabalhosas. A máquina de fazer o pão e o crescente gosto pela cozinha e a arte de preparar bolos caseiros trouxe-me novas conquistas e desafios alcançados.
Há sempre coisas novas que podemos fazer, a cozinha é uma caixinha de surpresas e há toda uma magia que envolve as receitas. Podemos sempre colocar algo nosso numa receita e através dela veicular afectos e prolongar memórias.
Não é a primeira vez que faço bolo-rei ou bolo-raínha. Lembro-me da primeira experiência há uns 2 anos, em que o bolo ficou com um ar escangalhado (mas até há uma variante do bolo com esse nome). No ano passado outro percalço, fiz um bolo raínha e esqueci-me de colocar a manteiga...mas ficou bem. Há que praticar e ter paciência!
O bolo-rei é um bolo carregado de simbologia. Em forma de coroa e com brilho, representa os presentes oferecidos pelos três Reis Magos ao Menino Jesus, no seu nascimento. A côdea simboliza o ouro, as frutas representam a mirra e o seu aroma o incenso.
Neste dia de Reis, manda a tradição ter um bolo rei na mesa por isso aqui fica a minha sugestão dum bolo raínha recheado. Para a massa inspirei-me na receita do Sabores de Canela e resolvi rechear com doce de gila depois de ver esta sugestão no blog da Vera Ferraz. Ficou delicioso :)


Bolo Raínha Recheado

120 ml leite
25 ml sumo laranja
25 ml vinho do Porto
70 gr manteiga derretida
3 gemas
75 gr açúcar
pitada de sal
raspa de 1 laranja e 1 limão
425 gr farinha trigo
1 saqueta de fermento biológico seco
300 gr frutos secos (pinhões, nozes, avelãs e amêndoas)

doce de gila q.b.
canela em pó q.b.

1 gema para pincelar
geleia q.b.
açúcar em pó q.b.


Preparação

Na cuba da máquina do pão colocar os ingredientes pela ordem indicada pelo fabricante (primeiro líquidos e depois sólidos) excluindo os frutos secos. Programar para amassar e levedar.
Terminado o ciclo aguardar que duplique de volume (30 a 60 minutos).
Retirar a massa da cuba e adicionar os frutos secos (guardando alguns para a decoração final) amassando e incorporando. Tender, dando primeiro uma forma rectangular à massa, rechear com o doce a gosto e polvilhar com canela em pó. Enrolar num rolo muito bem e dar a forma duma rosca e colocar num tabuleiro enfarinhado. Pincelar a massa com a gema batida e dispor os restantes frutos a decorar.
Colocar no forno a 50ºC para levedar até duplicar novamente de volume. Depois disso, passar a temperatura para 180ºC e deixar o bolo cozer (uns 20 a 30 minutos).
Depois de sair do forno pincelar com geleia e polvilhar com açúcar em pó.

Bom Apetite!




Pão Escuro Irlandês


Há coisas que me dão imenso prazer fazer na cozinha. Uma delas é fazer o meu próprio pão. Claro que conto com a ajuda da minha fiel companheira Máquina do Pão, que me despacha o serviço de amassar e torna todo o processo bem mais fácil. Mas acreditem que também gosto de uma vez ou outra colocar a mão na massa e sentir que há uma magia que transforma uma simples farinha e água num pão delicioso.
Este pão que vos trago hoje já é conhecido, encontrei-o no blog da Duxa (receita também no Bem Bons e no Rapa Tachos) e penso que foi amor à primeira vista (e depois mais tarde à primeira dentada!). É delicioso, e como diz a Duxa faz-nos perder a cabeça, tornando-se bastante perigoso quando comido quentinho. E foi assim a história deste pãozinho saboroso, saiu do forno e foi saboreado ainda quente com queijo e compotas e não sobrou nem migalha. Obrigado minha querida Duxa, pela receita.


Pão Escuro Irlandês
(fonte: blog Cozinha da Duxa)

300 ml cerveja preta
25 gr margarina
1 colher (chá) sal
1 colher (chá) gengibre em pó
2 colheres (sopa) mel
300 gr farinha trigo
100 gr farinha trigo integral
150 gr farinha centeio
1 colher (chá) fermento biológico seco


Preparação

Colocar na cuba da máquina do pão, os ingredientes pela ordem indicada pelo fabricante (primeiro líquidos e depois sólidos). Seleccionar o programa para amassar e levedar.
Quando terminar o ciclo, retirar a massa para uma bancada polvilhada de farinha e dar-lhe a forma de bola. Pincelar com água e polvilhar com farinha de centeio. Colocar num tabuleiro untado de farinha e deixar levedar um pouco mais.
Dar uns golpes com uma faca, na massa e levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 25 a 30 minutos.

Bom Apetite!


Caracóis de Maçã e Canela


Não há sabor que me faça lembrar mais o Outono que o sabor maçã-canela. Umas maçãs assadas com canela no forno a lenha, um bolo de maçã e canela a fumegar, uns queques ou umas panquecas acompanhados por um chá, são um prazer para os sentidos.
Num destes dias de muita chuva e vento, apetecia-me tanto algo reconfortante e que me fizesse ligar o forno, para espalhar todo o seu aroma e calor pela cozinha. É tão bom estarmos no quentinho do lar, o forno ligado, a ouvir a chuva a bater nas janelas e cozinhar sem pressas.
Surgiram então estes caracóis enroladinhos, que são um encanto. Fazem lembrar os "cinnamon rolls". Optei por usar um recheio diferente da receita original, para aproveitar o doce de maçã e canela que fiz. Uma sugestão para um lanche ou pequeno-almoço de fim-de-semana.
Desejo-vos um bom fim-de-semana e aproveito também para agradecer os vossos comentários sempre tão simpáticos e carinhosos.


Caracóis de Maçã e Canela
(fonte: receita adaptada daqui)

235 ml leite morno
1 ovo
4 colheres (sopa) de margarina derretida
525 gr farinha trigo
4 colheres (sopa) açúcar
1/2 colher (chá) sal
2 colheres (chá) fermento biológico seco
compota maçã e canela caseira q.b. (receita aqui)
açúcar e canela q.b.


Preparação

Colocar na cuba da MFP os ingredientes pela ordem indicada pelo fabricante (desde o leite até ao fermento). Programar o ciclo de amassar e levedar.
No fim de levedada a massa, estender com o auxílio de um rolo de cozinha, em forma de rectângulo. Barrar o rectângulo com o doce de maçã e canela. Enrolar pelo lado mais comprido. Cortar o rolo em fatias de 5 cm de largura. Dispor num tabuleiro untado e com papel vegetal ou numa forma de fundo amovível, com o lado do recheio voltado para cima. Polvilhar a gosto com açúcar e canela e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC até cozer (teste do palito).
Servir morno com um sorriso e um chá.

Bom Apetite!



World Bread Day - Pão de Iogurte e Mel



Celebra-se hoje, dia 16 de Outubro, o Dia Mundial do Pão em conjunto com o Dia Mundial da Alimentação.
Zorra, a quem se deve a criação do Bread Baking Day promove mais uma vez o evento World Bread Day e desafia-nos a fazer um pão, o alimento básico de todas as famílias.
Eu adoro pão, não me consigo imaginar sem ele. Um alimento muito importante na minha casa. Como em torradas pela manhã, a acompanhar um prato de sopa, em sandes ao lanche, utilizo na confecção de pratos e sobremesas. Quando não há muito tempo ou não apetece nada cozinhar, um bom pão salva uma refeição.
Esta receita que vos trago hoje de Pão de Mel e Iogurte encanta-me, a mistura de sabores delicada, a maciez do miolo e o estaladiço da crosta deixaram-me sem palavras enquanto o comíamos, deliciados. Ainda quentinho, acompanhado com manteiga e compotas é bastante perigoso...


Pão de Iogurte e Mel
(fonte: receita adaptada da revista Mulher Moderna na Cozinha - Especial Pão)

200 ml água morna
1 iogurte natural
4 colheres (sopa) mel
300 gr farinha trigo
200 gr farinha trigo integral
1 saqueta fermento seco
leite q.b.
sementes papoila q.b.


Preparação

Colocar os ingredientes na cuba da Máquina de Fazer Pão, pela ordem indicada pelo fabricante, desde a água morna até ao fermento seco. Seleccionar o programa Amassar e Levedar e esperar que termine o ciclo.
Colocar a massa já levedada numa forma de bolo inglês, pincelar com leite e salpicar com sementinhas de papoila. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC a cozer (teste do palito). Saborear quentinho.

Bom Apetite!