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Palmiers com Compota de Mirtilo



Dias de Outono misturados com Verão. Manga curta e sol. Sabe bem, depois da chuva. Saborear dias assim. No chão cada vez há mais folhas das árvores, espalhadas, mas por agora misturam-se com pés que ainda querem usar sandálias. Pelo menos por estes dias. 

Foi a pensar no Verão que me lembrei desta receita, que fiz por altura da Feira do Mirtilo. Os mirtilos eram muitos e não resisti a fazer uma compota para ir saboreando durante o verão, nos lanches e torradas, nas papas de aveia e nas tacinhas de pequeno-almoço.



Depois de fazer a compota, vi uns palmiers lindos numa passagem pelo Pinterest que me deixaram em modo de gula, e podem também ver os da Ana que ficaram lindos. É uma ideia gira e super fácil de preparar, com qualquer compota a gosto.

Perfeitos para dias de festa, ou somente porque sim. Massa folhada e compota são uma combinação das boas. Eu que adoro mirtilos, achei que era uma boa sugestão para usar a compota que fiz e saborear um pedacinho de verão num palmier pequenino.
O difícil é comer só um. Acreditem!




Compota de Mirtilo

650 gr gr de mirtilos frescos
350 gr de açúcar
1 pau de canela
sumo de 1/2 limão


Preparação

Num tacho colocar todos os ingredientes e levar ao lume mexendo até ferver. Manter em lume brando e ir mexendo ocasionalmente até cozer e os mirtilos começarem a derreter.
Passar a mistura com a varinha mágica (primeiro retirar o pau de canela) e levar novamente ao lume até atingir o ponto de estrada. Deixar arrefecer antes de colocar a compota em frascos esterelizados.
Conservar no frigorífico (devido ao baixo teor em açúcar).




Palmiers de Mirtilo

1 placa rectangular de massa folhada
compota de mirtilo q.b.


Preparação

Esticar a massa folhada e barrar com a compota em toda a superfície.
Enrolar desde cada extremidade até ao centro, formando dois tubos.
Cortar em fatias, obtendo o efeito palmier ao corte.
Colocar os palmiers num tabuleiro forrado com papel vegetal antiaderente e levar ao forno pré-aquecido a 200ºC até a massa folhar e dourar.

Bom Apetite!






Panquecas e Compota de Ruibarbo e Morango




Ando deliciada com um dos meus livros novos, o Whole-Grain Mornings. Um livro lindo, pequenino, só de receitas de pequeno-almoço e brunch. Um livro mesmo à minha medida.
Com receitas variadas para colorir as manhãs, quer sejam dias de semana, quer sejam domingos preguiçosos e brunchs para toda a família se reunir.
Adoro esta refeição do dia, tão importante, e mesmo nem sempre havendo tempo para comer com tempo, este livro inspira-nos a preparar refeições saudáveis, usando farinhas e grãos integrais, ao sabor de cada uma das estações do ano.




Desde granolas, porridge, muesli, compotas, muffins, leites de amêndoa ou avelã, passando por barrinhas de quinoa, couscous, fritattas, saladas de cevada, bolinhos salgados, todos feitos com frutas e legumes de cada estação, ando com vontade de o explorar bem em cada receita. 
Até lanches, almoços e marmitas se fazem dele.

E para começar com coisas que gosto, fiz as panquecas multi-farinhas que servi com a compota de ruibarbo e morango. Esta compota é perfeita para comer com iogurte natural ou com papas de aveia. Aqui servi com panquecas bem fofas num brunch domingueiro. 
A mistura destas panquecas é um pré-mix de farinhas que se guarda num frasco hermético, e que depois se pode usar a qualquer momento adicionando os ingredientes líquidos.
O ruibarbo lindo que uma amiga inglesa me deu, a par duns moranguinhos caseiros, e um toque de baunilha, adoçaram a manhã de domingo.




Compota Rápida de Ruibarbo e Morango

230 gr de ruibarbo
450 gr de morangos
2 colheres (chá) de sumo de limão
1 colher (chá) de raspa de limão
1 colher (chá) de pasta de baunilha
230 gr de açúcar

Preparação

Cortar o ruibarbo e os morangos em pedacinhos, depois de bem lavados. Colocar num tacho, e misturar o açúcar, deixando a macerar durante uns 10 minutos. Adicionar depois a raspa e sumo de limão e a baunilha e levar ao lume até ferver. Diminuir para lume brando, e deixar cozinhar, mexendo de vez em quando, e esmagando as frutas com a ajuda da colher-de-pau, até a compota se começar a formar e engrossar (uns 15 a 20 minutos). Deve fazer um ponto de estrada ligeiro.
Retirar do lume e deixar arrefecer por completo, antes de colocar em frascos esterelizados.
Conserva-se no frio por 3 a 4 semanas.




Pré-Mix de Panquecas Multi-Grão

2 chávena de farinha de trigo
3/4 chávena de farinha de trigo sarraceno
1/2 chávena de farinha de espelta
3/4 chávena de flocos de quinoa (ou aveia)
3 colheres (sopa) de açúcar amarelo
2 colheres (sopa) de fermento
2 colheres (chá) de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal

Para 6 Panquecas:

1 ovo biológico batido
1/2 chávena de leite
1/2 chávena de buttermilk (1/2 cháv de leite + 1 colher de chá de sumo de limão, repousar por 15 min)
1 colher (sopa) de manteiga derretida
1 chávena do pré-mix de panquecas


Preparação

Para fazer a pré-mistura de panquecas, misturar todos os ingredientes numa taça e transferir para um frasco hermético. Conserva-se até 2 meses. Antes de usar, misturar bem sacudindo o frasco.
Para preparar as panquecas, misturar numa taça os ingredientes líquidos e juntar a mistura de farinhas (1 chávena da pré-mix), mexendo bem até a massa ficar homogénea.
Aquecer um pedacinho de manteiga ou óleo de girassol numa frigideira pequena e colocar um pouco da massa das panquecas, em lume brando.
Cozinhar cada panqueca até a parte de baixo dourar e o topo formar bolhas, virando nessa altura, com a ajuda de uma espátula, e deixando cozinhar por 1 a 2 minutos. Repetir o processo, colocando um pouco mais de gordura na frigideira entre cada panqueca.
Servir mornas com a compota, ou com um fio de mel e fruta da época.

Bom Apetite!






Compota de Arandos Frescos (de Portobello Road)




Há posts que demoram a ser escritos. Por não saber exactamente o que escrever. Por haver tanto a dizer que não cabe nestas linhas. Por ser uma aventura. Por serem coisas que nos marcam para sempre. Por serem especiais. Este é um deles.
Uma simples compota, eu sei. Mas que no fundo não é só uma compota. É o reviver de dias felizes (happy days, como diria o Jamie Oliver).

Há momentos na vida que são para serem vividos e partilhados. E foi o que aconteceu há pouco tempo. Uma food trip a Londres, em boa companhia. A Maria João, a Naida e a Sandra foram as melhores companheiras desta aventura. Foi um realizar de sonhos, um conhecer Londres de uma perspectiva diferente, um mergulhar nas coisas que nos fazem bem. 




Adorei cada sítio por onde passámos. Posso destacar sem dúvida a Portobello Road. Começar a percorrer essa rua é um sem fim de coisas boas. De pequenos sítios que nos dizem tanto.
Ver as bancas do mercado, cheias de legumes e frutas frescas, o pão em pilhas, cogumelos lindos, imaginam a minha felicidade? Eu queria vir carregada com tudo! Curgetes amarelas, bróculos roxos, alcachofras de Jerusalém, cheróvias, lemongrass, spring onions, cenouras baby coloridas, coisas que só tinha visto em livros de culinária.

Os arandos frescos! Quando os vi agarrei-me a eles, e estes sim, vieram comigo na bagagem. Ácidos mas perfeitos para compotas de natal e mince pies da Nigella.
Eu sei, a Ginja vai a Londres e compra fruta? Sim, são estas pequenas coisas que me fascinam! Quem como eu é food geek percebe-me bem. Da Spice Shop que ficava ali vieram também coisas boas, especiarias e cheiros de encantar. E eu deixei-me encantar nesta rua. A aventura continuou por ela.







Percorrer esta rua é um despertar de sentidos. Ali há cores, há pessoas, há bancas cheias de coisas boas, há lojas que merecem visitas, há street food, há cheiros no ar. 
Há a banca da Popina! Com os petiscos, tartes e bolinhos dela. Que eu vi e já fiz do livro dela. E ali estavam, à espera de serem provados. Foi um sonho. Cada dentada.
A livraria Books for Cooks, outra perdição. Onde as estantes e os dedos tocam os livros, só de culinária. Eu perdia-me ali por horas. A Hummingbird Bakery, merece uma visita também se forem apaixonados por bolinhos e cupcakes.










A loja Daylesford foi uma agradável surpresa. Produtos orgânicos, biológicos, legumes, padaria, pastelaria, num espaço harmonioso, cheio de livros de culinária lindos e inspiradores, com uma loja de produtos para cozinha de perder a cabeça (e foi mesmo!), com zona de café e restaurante, super agradável.
O Ottolenghi merece uma visita, nem que seja para trazer um lollipop de framboesa. As saladas super convidativas e o espaço aconchegante pedem para ali ficar um pedacinho, a saborear o que se vê e come com os olhos.
As feirinhas de antiguidades, cheias de tralhas e peças interessantes espalham-se pelas ruas. O movimento aumenta pela manhã fora, e as ruas enchem-se de gente.
Ali bem perto fica o Whole Foods Market, que recomendo mesmo! Mais um sítio para perder a cabeça, cheio de pordutos de qualidade, tudo o que possam imaginar.




  



Comida e mais comida. Mas é mesmo isso. Uma food trip. Que vai ficar para sempre nas nossas memórias.
E claro, se é para comer, é melhor comer em grande estilo e realizar mais um sonho, ir aos restaurantes do Jamie Oliver. Confesso que me perdi de amores pelo Trattoria, e foi por um triz que não nos cruzamos com o Gennaro. Ali come-se primeiro com os olhos, saboreia-se cada garfada com prazer, a comida é maravilhosa, e na alma ficam as lembranças de cada prato.
Por isso não tenho fotos dos restaurantes, do que comi, porque quis saborear como gosto, guardando cada pedaço disso na minha mente. A comida servida em tábuas jamie style e made in Portugal, a melhor pizza que já comi com mozzarella fumado, cada sobremesa mais perfeita que a outra. O partilhar de cada prato entre as quatro. Foi a melhor maneira de o viver.

E claro, uns cursos de culinária no Recipease vêm mesmo a calhar numa food trip. Aconselho muito quem tem esta mesma paixão a ir lá, entrar um bocadinho no mundo do Jamie, e fazer uma lesson em grande estilo. A chef Antonia que nos recebeu tão bem, foi super prestável e acessível, adorei ter falado imenso tempo com ela sobre comida, sobre as paixões que nos movem, a fazer certas coisas, tão acertadas.
Bem sei, falta falar de Londres! Em si. Na cidade. Num mundo. Mas o que mais me moveu e adorei foram estes sítios, estes lugares, e o ter sido vivido ao lado das minhas meninas. Não poderia ter sido de outra forma. Obrigado a elas por me terem incentivado a ir, bem sabem como foi importante. E emocionante!
Podem ver mais sobre a nossa viagem na Marmita, no Clavel´s Cook e no Frango do Campo.


 


E depois de um post tão longo, ainda pode vir a receita? É uma compota simples, feita com os arandos frescos do mercado de Portobello Road. Fazia sentido entrarem no post de hoje, por todas as razões que já leram acima. Podem usá-lo para rechear pequenas tartes, tipo mince pies, very british e in season. Para já sirvo-a com torradas pela manhã, enquanto me lembro destes dias. Dias felizes.


Compota de Arandos Frescos
(inspirada no Nigella Christmas)

300 gr de arandos frescos
50 ml de vinho do Porto
150 gr de açúcar mascavado
1 pedaço (2cm) de gengibre fresco ralado
1 pau de canela
raspa e sumo de 1 clementina
1/4 colher (chá) de pasta de baunilha
2 colheres (sopa) de mel


Preparação

Num tacho colocar todos os ingredientes e levar ao lume, deixando a fruta macerar e os açúcares derreterem e tudo se envolver. Quando ferver, colocar em lume brando e mexer sempre até obter o ponto de compota (ponto de estrada), mais ou menos uns 20 minutos. Retirar o pau de canela.
Se preferir, pode passar com a varinha mágica para ficar mais homogéneo.
Servir fria, e guardar em frascos esterelizados no frio.

Bom Apetite!






O meu primeiro queijo e uma compota





Era uma vez um gato. Um gato muito especial e tão doce como o mel. Este gato e a Mané, do Bolo da Tia Rosa enviaram-me um presente. Um livro! Eles sabem que eu adoro livros de culinária. Mas este livro trazia consigo um desafio. Era um livro sobre a arte de fazer queijos em casa. Sim, em casa! E eu que nunca me lembraria de tal coisa, fazer um queijo em casa. A princípio achei que não seria capaz. Mas depois achei que o desafio teria de ser cumprido. Adoro aprender coisas novas na cozinha e cá dentro cresceu a vontade de o fazer.
Comecei por uma ricota caseira. Adoro a sua cremosidade e usá-lo em massas e bolos. E achei que seria dos mais básicos para me lançar nesta aventura. E foi mesmo uma aventura. Alterei ligeiramente a receita, usando menos quantidade de leite e substituindo o ácido cítrico por sumo de limão. Pensei que não estava a conseguir obter queijo, ao fim de 45 minutos a mexer o leite, sem ver grandes alterações. Apaguei o lume, e tapei o tacho, pensando não ter conseguido. Depois achei que o melhor era colocar o líquido na peneira sobre um pano para drenar e ver no que dava. E passado uma hora tinha a minha ricota caseira drenada e super cremosa a olhar para mim! Afinal tinha conseguido.




E assim conto-vos como foi a história de preparar o meu primeiro queijo. Que servi fresquinho e acabado de fazer com uma compota. Uma compota de abóbora e laranja, com um toque de canela. Tão boa.
Mas podem usar a ricota em molhos para pastas, servir misturado com ervas aromáticas, preparar gnocchi, usar em panquecas e até em bolos! Adoro este queijo.
E com esta aventura, um queijo para o gato que me desafiou e a compota com fruta dentro, vou à festa de aniversário do blog da Mané, que celebra dois anos. Uma festa em que nos juntamos pelo prazer de estar juntos e celebrar. E como a Mané é uma pessoa tão especial, por quem tenho um carinho enorme, por nunca me faltar com palavras de incentivo e apoio, não podia faltar e levar comigo estas receitas.





Ricota Caseira
(adaptada do livro Artisan Cheese Making at Home, de Mary Karlin)

1 lt de leite meio-gordo
1/2 chávena de natas
1/2 colher (chá) de sal
3 colheres (sopa) de sumo de limão


Compota de Abóbora, Laranja e Canela

1 kg de abóbora (polpa)
2 laranjas (raspa e sumo)
650 gr de açúcar
3 paus de canela


Preparação

Para a compota, colocar a abóbora em pedaços num tacho grande. Juntar a raspa de laranja, o sumo, o açúcar e os paus de canela. Levar ao lume até ferver, mantendo depois a fervura baixa e mexendo até criar ponto. Retirar os paus de canela e se necessário ou preferir passar com a varinha mágica para ficar com consistência homogénea. Levar ao lume mais uns minutos a apurar e depois deixar arrefecer e guardar em frascos esterelizados. Conservar no frio.

Para a ricota, juntar num tacho todos os ingredientes e levar ao lume, sem deixar ferver, até atingir mais ou menos os 90ºC. Demorará uns 20 minutos. (eu não usei termómetro e mantive o lume baixo, sem ferver e sempre mexendo durante uns 40-45 minutos). Supostamente ao chegar à temperatura desejada formam-se os coalhos (no meu caso não notei, só uma ligeira consistência mais grossa do leite). Retirei do lume e adicionei mais 2 colheres de sopa de sumo de limão, tapei o tacho e deixei a repousar por 10 minutos.
Forrar uma peneira com um pano de algodão fino e colocar o conteúdo do tacho. Deixar a drenar por 30 a 60 minutos conforme preferir a sua ricota mais cremosa ou mais seca. Guardar num recipiente de vidro, no frio, até uma semana.
Nota: nas receitas que li na internet o sumo de limão só é adicionado no final, já fora do lume, aguardando no tacho tapado por 10 minutos antes de drenar, daí o ter feito (como não vi formação de coalhos). Esta foi a minha primeira experiência e sem termómetro.

Bom Apetite!







Compota de Ruibarbo, Morango e Maçã


 

O dia de ontem foi perfeito. O sol andou lado a lado com a amizade. 
A luz do dia embelezou a casa e a rua. O calor lá fora e o mar contemplavam a Primavera.
Um dia de encontros e abraços. De coisas boas.
Recebi a visita dos amigos S. e M., que vieram de longe. Aproveitamos bem o sol, com um pequeno passeio.
O tempo convidava às gargalhadas e histórias.
E a um lanche. Recheado de coisas boas. Com bolinhos. Partilha de momentos felizes.
Já na despedida, ofereci à minha amiga S. esta compota, feita com ruibarbo plantado por mim. 
Pela primeira vez colhi ruibarbo no meu quintal, nem imaginam a minha alegria.
É certo que já conhecia ruibarbo, que me foi oferecido por uma amiga no ano passado. Mas esta experiência caseira deu-lhe ainda mais valor. Tudo o que vem da nossa terra é especial.
E o ruibarbo fica tão bem com morangos, num doce que ficou perfeito. Como a nossa tarde. Doce e deliciosa.







Compota de Ruibarbo, Morango e Maçã

200 gr de ruibarbo
200 gr de morangos
200 gr de maçã descascada
400 gr de açúcar
1 pau de canela
sumo de 1/2 limão


Preparação

Cortar o ruibarbo, os morangos e a maçã em pedaços.
Colocar num tacho com os restantes ingredientes.
Levar ao lume e quando ferver reduzir para o mínimo e deixar cozinhar lentamente, mexendo de vez em quando, até o doce atingir o ponto de estrada.
Retirar o pau de canela e triturar com a varinha mágica (opcional).
Retirar do lume e colocar em frasquinhos esterelizados.
Conservar no frio.

Bom Apetite!




 







Compota de Medronho



Directamente da Pampilhosa da Serra para a minha cozinha, chegaram uns medronhos acabadinhos de colher. Aguardavam na cesta por um destino incerto. Os medronhos são normalmente utilizados na preparação de licores e aguardente, mas não era isso que eu queria fazer. Pesquisei e encontrei na net bolo de medronho, mas também não era isso que me apetecia. Lembrei-me então de os usar em compota, e porque não? São tão saborosos, e a compota revelou-se uma pequena delícia. Excelente com torradinhas e com requeijão. Aqui fica a minha experiência.


Compota de Medronho

450 gr de medronhos
300 gr de açúcar
1 pau de canela
sumo de 1/2 limão


Preparação

Num tacho juntar os medronhos, previamente lavados, com os restantes ingredientes. Misturar bem. Colocar ao lume e assim que ferver, reduzir para o mínimo e ir mexendo até apurar e formar ponto de estrada (no meu caso foram uns 30 minutos). Retirar o pau de canela e passar com a varinha mágica. Guardar em frascos esterelizados, deixar arrefecer e posteriormente conservar no frio.

Bom Apetite!


Compota de Maçã e Canela


- Truz truz.
- Quem é?
- É o Outono!
- Seja bem-vindo.


Compota de Maçã e Canela

1 kg de maçãs
100 ml de água
600 gr açúcar
2 paus de canela


Preparação

Descascar as maçãs e cortar em cubinhos. Colocar num tacho as maçãs, juntamente com a água, o açúcar e os paus de canela e levar ao lume. Quando ferver reduzir para o mínimo e deixar cozinhar lentamente durante uns 45 a 60 minutos. Após isso retirar o pau de canela e passar a varinha mágica no doce. Levar novamente ao lume até atingir o ponto de estrada (uns 20 minutos). Retirar do lume, encher os frasquinhos esterelizados e guardar.


Bom Apetite!


Compota de Figo com Vinho do Porto


Tenho sorte em ter uma figueira enorme em casa, que dá todos os anos uma quantidade generosa de figos "pingo de mel". São muito saborosos ao natural e nada me dá mais prazer nesta altura que ir à figueira, apanhar os figos e deliciar-me. Mas para poder mais tarde saborear esta preciosidade, costumo fazer compota.
Posso dizer-vos que esta é sem dúvida uma das minhas favoritas. Com pão, torradas, iogurte e panquecas sabe mesmo bem.
Vi esta receita no blog Canela Moída, da simpática e bem disposta Ameixa Seca. Obrigado pela receita Ameixinha! Fi-la no ano passado e voltei a repetir esta semana. É mesmo bom.


Compota de Figos e Vinho do Porto
(fonte: receita do blog Canela Moída)

900 gr figos
1 + 1/2 chávena de açúcar
1/4 chávena + 2 colheres (sopa) de sumo limão
1/4 chávena de vinho do porto
1 pau de canela


Preparação

Lavar bem os figos, cortar os pés e depois em quartos. Na MFP colocar todos os ingredientes e seleccionar o programa "Compotas". Quando terminar o programa ver se está na consistência desejada. Se não, voltar a programar e ir verificando até chegar ao ponto desejado. Guardar em frascos esterilizados e, depois de frios, conservar no frigorífico.
Para quem não tem MFP, colocar os figos numa panela com o açúcar, deixar repousar 15 minutos, mexendo ocasionalmente, até que a maior parte do açúcar tenha dissolvido. Juntar o sumo de limão, o vinho e o pau de canela, e levar ao lume até ferver. Baixar para lume moderado, mexendo ocasionalmente, até ficar no ponto. Retirar o pau de canela, guardar em frascos esterilizados, deixar arrefecer e guardar no frigorífico.

Bom Apetite!




Doce de Ameixa Vermelha e Especiarias



As ameixas vermelhas estão na moda cá em casa. Comidas ao natural, em salada de fruta, em bolo, têm sido raínhas por cá.
Apesar de gostar imenso de fazer compotas, confesso que nunca tinha experimentado fazer com ameixas. Fiquei rendida com a cor e o sabor, uma maravilha, e passou a ser uma das minhas preferidas. Aqui fica a receita.


Doce de Ameixa Vermelha e Especiarias
(fonte: inspirado nesta receita do blog My Creative Flavors)

2 chávenas ameixas (descascadas e cortadas em pedaços)
2 chávenas de açúcar
2-3 cravinhos da índia
1 pau de canela
2-3 grãos de pimenta (moídos na hora)
sumo 1/2 limão


Preparação

Juntar os ingredientes todos numa panela e levar ao lume até ferver. Depois de levantar fervura baixar o lume e deixar cozinhar lentamente, mexendo de vez em quando, até ficar na consistência desejada (uns 45 minutos). Retirar o pau de canela e triturar com a varinha mágica e voltar ao lume até atingir ponto de estrada. Retirar do lume e guardar em frascos esterelizados.

Bom Apetite!



Doce de Cerejas



Ofereceram-me um cesto cheio de cerejas já muito maduras na semana passada. Eu prefiro comer as cerejas menos maduras e mais rijas, por isso optei por fazer um doce com elas. Nunca tinha feito doce de cereja, mas baseei-me nas outras compotas que já fiz e o resultado até que ficou muito bom. Foi bastante elogiado cá em casa enquanto era devorado em bolachinhas de água e sal e torradas. Entretanto usei-o também num trifle e foi de lamber os beiços :) Que venham mais cerejas bem maduras! E já agora um descaroçador também dava jeito...






Doce de cereja

600 gr cerejas
400 gr açúcar
1 pau de canela
1 casca de limão
1/2 cálice de vinho do porto


Preparação

Comece por descaroçar as cerejas. Numa panela junte as cerejas com os restantes ingredientes e coloque ao lume. Inicialmente mexer até o açúcar formar uma calda e quando ferver reduzir para lume brando. Depois vá mexendo de vez em quando até atingir o ponto certo. Penso que esteve 1h30 ao lume. Por fim, colocar o doce depois de arrefecer, em frasquinhos esterelizados.

Bom apetite!